quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

ENSAIO 05/2011

EMBARGAREI, SABOTAREI, ABORTAREI TUA USINA DE ALMAS!





Eu tinha um hábito que não recomendo, de desligar o motor da motocicleta enquanto estava em declive acentuado (na verdade em toda descida) para economizar combustível. Descia em "ponto morto", "na banguela", no neutro. Como sou fã de filmes de ficção científica e invento às vezes só por brincadeira de  chamar a coisas por termos técnicos, cientificóides, dizia para mim mesmo quando ia descendo na motocicleta... dizia  em minhas elucubrações que estava no MODO DE NAVEGAÇÃO GRAVITO-INERCIAL quando com o motor desligado sem nem uma força interna do mecanismo do veículo atuando eu mesmo assim continuava em movimento em minha viagem solitária. Um pouco de inércia residual  empurrava a motoca e a gravidade a puxava. E assim eu ia... Esta força que me puxava e me auxiliava na viagem enquanto eu rodava surfando sobre o asfalto sendo atraído ao centro da Terra, mas permanecendo em minha trajétoria pelo obstáculo do solo,  e avançando pela inércia e me mantendo firme pela distribuição do peso em equilíbrio sobre duas rodas alinhadas e também pela aerodinâmica do conjunto de moto e piloto cortando a massa de ar é a gravitação. Este jogo de forças complexas que me cercavam e envolviam possibilitavam um vislumbre de algo maior do que a mera visão de toda aquelas paisagens, me possibilitavam entender que toda aquela matéria que eu via e que era até mesmo a parte potencial de meu ser só existiam por causa da GRAVIDADE. Planetas, sóis e galáxias são enformados pela gravidade, na verdade é a gravidade que ordena o universo na sua configuração, é ela como uma ação de uma " alma do cosmos". Diz São Tomaz algures em sua obra que Deus criou do nada o mundo instantaneamente em estado caótico, uma matéria-prima plástica e dúctil com potencialidades infinitas em reflexo de sua omnipotência mas modelou o mundo por etapas sucessivas chegando a forma que tem hoje. Creio que a gravitação foi uma das mais importantes causas desta formação. A propósito, um autor até mesmo fez um romance virtual em que a gravidade é uma divindade.  Para ter uma noção do que seja a gravidade veja aqui e aqui (GRAVIDADE (1) (2) (3) (4)).
Escreveu Aristóteles que gravidade é o oposto de leviandade, ou seja, o que é grave, sério, pesado, desce e o que é leviano levita,  sobe. Os planetas que são "redondos" apresentam um núcleo gravitacional que é para onde toda a matéria em volta se desloca. Quando estou na superfície da Terra, e isso já faz 37 anos, estou enquadrado dentro de uma imensa estrutura, uma enorme configuração natural que dá sentido ao meu mundo exterior e interior. A gravidade atrai meus pés para o solo e me impede de ir na direção oposta, ou seja, na direção do prolongamento de minha cabeça, sendo assim surge dois vetores direcionais que começam a dar significado à matéria em minha volta e ao mundo ideal-simbólico em que também estou ambientado. O ponto que puxa meus pés num vetor para si foi denominado para baixo, embaixo, para onde tudo naturalmente tende, para onde as coisas caem, descem, o término final dos objetos materiais, menos os gases. Esta região onde os corpos buscam seu descanço, para onde as pedras rolam, os rios correm, os líquidos e sólidos se acomodam, que me atrai também, me puxa, me suga, como um raio trator (sempre achei que os fictícios raios tratores deveriam ser baseados em alguma espécie de manipulação de gravidade localizada)  por ser mais próxima aos meus pés, meus órgãos de  deambulação limitados apenas a me deslocar de um lugar para outro ao contrário dos meus outros dois membros com funções múltiplas de manipulação infinita de objetos (pintura, escultura, escrita, cozinha, porrada, etc), baseado nisto os órgãos de locomoção ficaram como inferiores e os braços como superiores, mais nobres, mais importantes. Sendo assim o ponto de termino  que me atrai por estar mais próximo às coisas menos nobres, ou estas coisas menos nobres estarem mais próximas a ele, este ponto apesar de ser a causa de tudo  simbolicamente começa a ser uma coisa inferior, o embaixo, foi rebaixado. Minhas pernas, meus orgãos de excreção e reprodução por estarem mais perto deste ponto  foram consideradas inferiores( baixo-ventre) em oposição as minhas mãos e cabeça, o local que teoricamente é a sede de meus pensamentos. Metaforicamente tudo o que estava embaixo foi associado ao inferior e o encima ao superior,  o grosseiro e o sofisticado, o profano e o sagrado, etc foram esquematizados nesta percepção espacial. Daí tudo foi se formando no mundo simbólico, sem falar nas outras direções espaciais. Embaixo, encima, à frente, átras, direita, esquerda, deslocamento horizontal, vertical, diagonal, etc só podem ser percebidos e ter algum significado para alguém a partir de no mínimo um ponto de referência, de um centro de apego, de um núcleo físico-geométrico. Se por um acaso fossemos enviados em uma missão exploratória e "descêssemos" em um meteoro rochoso para estabelecer uma colônia, uma fazenda espacial, a partir de um certo tempo, ao se apagar da memória as referências naturais e simbólicas de nosso planeta original começaríamos a criar uma nova cosmovisão, uma nova compreensão de todo o universo à partir deste ponto original, como os indígenas na Terra, começaríamos a explicar o social, o psicológico, o cosmológico, o teológico e etc baseados nos acidentes geográficos do asteróide, nas constelações do "céu" de nosso "B612". O centro da Sistema Solar tem por ponto gravitacional e referencial o sol (O Sol, o nosso sol, deveria ter um nome próprio, tipo: Hélio o nosso sol), e assim sucessivamente ampliado em escala todos tem seu centro; galáxia, aglomerados, etc, apenas o universo total, infinito não têm um centro, ou qualquer ponto pode ser seu centro. (ok redator invisível... você venceu..)


DEUS É O OPOSTO DE UM PONTO

 Os tradicionalistas (e o Dan Brawn ) que me perdoem mas não concordo com o simbolo do circumponto como representando Deus, a eternidade como o ponto imóvel e o orbital em movimento como o temporal. Me explico: Imagine o universo estando vazio, que se expande em todas as direções infinitas, não o universo real, pois os cientistas não chegaram a um consenso de como ele é, mas um espaço ideal-geométrico, o infinito imaginário nosso. Nesse local não tem mais advérbios e preposições pois não existe um ponto espaço-temporal para que termos adverbiais e proposicionais e etc sejam referendados: sob o que? Sobre onde? Ao lado? Em frente? Perde totalmente o sentido nossa linguagem sem uma âncora no espaço-tempo, sem algum ponto de relação. Um ponto para mim é o simbolo do particular, de localizado, uma coisa delimitada de onde podemos valorar algo, um simbolo da criatura. Por exemplo: Para localizarmos um  endereço traçamos o raio de busca à partir de um ponto de referência que é mais destacado como por exemplo na cidade: Supermercados, praças, monumentos e etc, no campo: riachos, árvores, rochedos e etc. Mas estes pontos de referências embora sejam mais destacados, mais importantes são relativos também, contingentes. É como o sol para nós. Para localizarmos algum planeta buscamos primeiro referenciá-lo à estrela que ele orbita  daí o encontramos no seu endereço espacial. O sol pode ser importante para NOSSA VIDA, em relação a nós para o restante do Cosmo ele não passa de uma partícula ínfima de pó. (Como isso, essa coisinha, o sol, pode significar Deus? Deus é um pontinho, uma partícula? mesmo sendo um pontinho de Luz?)  A estrela perdida entre miríades que é o nosso sol representa Deus por uma analogia imperfeita em concessão a nós. Em relação a nós, o maior é deus para o menor, mas esse maior relativo para a totalidade é nada. Deus é absoluto é só pode ser representado por um ponto orbitado por condescendência. Deus se humilha ao se deixar representar por relativos, contingentes, se rebaixa, encarna para possibilitar uma mínima compreensão de Sua existência. Assim como o sol é deus para nós em relação à nós o circumponto é um simbolo imperfeito uma analogia canhestra para compreendermos que no temporal o mais importante simboliza, aponta o absolutamente, totalmente importante. Mas este mais importante é só uma coisinha, um pontinho relativo como todos os outros. Entendeu minha birra com o circumponto? Mais um exemplo então: Meu pai biológico era para mim, quando eu era criança um super-herói, uma pessoa de valor e importância monstruosa (Deus te abençoe pai!) mas para a população era um Zé-ninguém, um coitado. É como o sol fonte de vida e luz para os terráqueos.  Na Via Láctea é um pé-raspado. Nós criaturas só podemos compreender as coisas relativamente, isto quer dizer que em tudo que pensamos e fazemos precisamos de um fio de prumo que parte de algo embora relativo, porém maior. Um eixo valorativo. Por uma inversão conceptual por um reflexo invertido (redundância, pois todo reflexo é invertido) Deus é o oposto de um ponto, é o campo total em volta do ponto, é a extensão completa que a partir do ponto se expande em todas as direções. Proponho uma nova compreensão do circumponto. O ponto é a criatura, nós, o campo em volta do circulo orbital é a parte do Deus que podemos entender, a região ontológica que podemos compreender e experenciar, a linha em volta do campo e do ponto, o limite da criatura, no agir e pensar, e além da linha, Deus infinito. É a inversão do símbolo, prevista já no símbolo... assino assim embaixo então ao esquema proposto por um escritor brasiliense que numa monografia acadêmica  fez um esquema colocando o Bem (que tomisticamente é o Ser que também é Deus) num campo expansivo infinito e o nada (que aristotelico-tomisticamente é o mal) num ponto central em relação a este Bem exterior e englobante. Como Deus é o absolutamente Ser, a realidade máxima (ou o maximamente real) e as criaturas são híbridos de ser e não-ser estão então, como ontologicamente inferiores, mais próximas deste ponto central. É meio confuso, e é preciso uma certa  sutileza entre estas duas aproximações, mas no geral a comparação é válida:
"Tal novo modelo tem a vantagem de reduzir o Nada ao que ele “é”, “algo” extremamente restrito, ou melhor, infinitamente restrito, isto é, nada! Quanto mais ao centro, mais semelhante, nada há mais igual entre si do que o Não-Ser. O Bem passa a ser expansivo, múltiplo, visualmente maior que o Mal. Na verdade infinito, com intermináveis possibilidades e manifestações, e por isso mesmo é Ser, é Positivo. Em parte isso era representado no modelo geocêntrico medieval, onde Deus estaria na nona esfera, externa, sendo então maior que o universo. Mas aqui isso não se aplica" ( origem)

Entenda então baseado no acima que quanto mais próximo ao núcleo gravitacional (núcleo metafísico e analógico), quanto mais ao ímo, mais relativa é a coisa, mais contingente, com menor grau ôntico, menos existente, com maior quantidade (ou qualidade) de não-ser no ser. O dantesco Alighiere fez um esquema assim, quando na Divina Comédia colocou o Capeta ( mais o Judas Escariotes e outros maliciosos requintados) no âmago da Terra, bem no miolo...


"- Levanta-te pois o caminho é longo. O dia já amanhece!
- Como amanhece? - perguntei-lhe - O tempo passou tão depressa assim? Como já pode ser dia se agora há pouco começava a noite? E me esclareças mais: onde está a geleira? E por que Lúcifer está de cabeça para baixo?
- Tu pensas que ainda estamos do outro lado. - disse-me o guia - Nós passamos pelo centro da terra, que puxa todo peso. Estamos agora embaixo do céu oposto, no hemisfério de água. Sob teus pés está uma pequena esfera, cujo lado oposto é ocupada pela Judeca. Se do outro lado anoitece, aqui o dia nasce." (difusão anterior)






Como já afirmei supra, estes  "centros e periferias" são comparações e símbolos de realidades metafísicas e não literalmente representantes do mundo mesmo , do globo da Terra, realmente eu percebo o nosso planeta (grosso modo) como se fosse um sol (gradualmente se resfriando)aprisionado por uma crosta de material rochoso e coberto por um lençol hídrico e  conseguinte por uma camada gasosa (vários cernes de materiais diferentes), tipo uma cebola... 


FONTE

A realidade é diferente também, do que romanceou Júlio Verne no "Viajem ao Centro da Terra " ou da Teoria da Terra Oca ...




Um romancista, Antoine de Saint Exupéry, conseguiu de forma única colocar de forma gráfica, porém em uma escala microscópica, com exatidão impressionante a nossa verdadeira situação colados aos planeta Terra pela "Gradivind" ...

Observe bem esta gravura do planetinha do Pequeno Príncipe, veja que ele está de cabeça para baixo, só que esta disposição  é um enquadramento de nosso ponto de vista  (nosso ponto gravitacional é outro que o dele)  para um habitante do asteróide ele mesmo não estaria assim, de ponta-cabeça,  o baixo dele, seria o chão, o alto o oposto do chão, não importando em qual ponto deste  objeto espacial ele estivesse localizado. Veja os vulcões em vários pontos, veja a rosa, nenhum está no alto ou em baixo. O baixo do ponto de vista do menino, seria o centro gravitacional do planeta, o alto a direção centrífuga em relação  a este núcleo atrator. Esqueça seus conceitos sobre sua posição no mundo!  Leia bem explicadinho sobre nossa localização no universo neste site aqui ... que foi de onde eu retirei estas ilustrações que explicam que o alto é para fora de um ponto gravitacional e o baixo para dentro, veja bem:



Figura 1


Figura 2



Extraio deste site que: "... aqui onde vivemos, subir significa se afastar do centro da Terra e descer significa se aproximar do centro da Terra. Como a Terra se parece com uma bola, cada pessoa vai ter um "para cima" e um "para baixo" que são somente dela. Até mesmo uma pessoa que esteja a seu lado terá um "para cima" e um "para baixo" que pertencem somente a ela e que são um pouquinho diferentes dos que pertencem a você. Nós chamamos isso de relatividade da vertical, porque Figura 1 - Pessoas de pé todas as linhas verticais se encontram no centro da Terra e, por isso, não são paralelas. Cada ponto da superfície da Terra tem sua própria vertical e nenhuma outra é igual a ela. Para entender isso direito, você deve saber que nós vivemos NO LADO DE FORA da Terra, pisando em sua superfície externa. Nós não estamos dentro da Terra, como muita gente pensa. Esta é uma dúvida que acompanha muita gente por toda a vida. Você não pode deixar que a mesma coisa aconteça com você. Então, tente entender direito as próximas explicações, porque elas são muito importantes. 





Olhe para a figura 1 e veja como as pessoas podem ficar de pé, cada uma em um lugar diferente da Terra, sem que ninguém caia no espaço. As setas foram colocadas para mostrar para onde a gravidade da Terra puxa. Cada seta é um "para baixo". Nenhuma seta está apontando para cima nem para os lados. Nenhuma pessoa da figura 1 está de cabeça para baixo nem virada de lado. Todas as pessoas estão de pé, cada uma exatamente como as outras. Em qualquer lugar do mundo, o chão fica sempre para baixo e o céu fica sempre para cima. Ninguém precisa passar cola nos pés para não despencar no espaço (como algumas crianças costumam dizer).
Não confunda a parte de baixo da figura com a parte de baixo da Terra, porque uma coisa nada tem a ver com a outra. Então, é errado dizer que o Pólo Sul fica embaixo da Terra, que o Hemisfério Norte fica acima do Equador, que o Hemisfério Sul fica Figura 2 - Foguetes subindo abaixo do Equador ou que os japoneses ficam de cabeça para baixo. Por isso, esqueça todas essas bobagens que você acabou memorizando, de tanto que escutou, porque está tudo errado mesmo.
Preste atenção aos foguetes da figura 2. Todos estão subindo na vertical (diretamente para cima), porque estão caminhando em direção ao espaço sideral. Se o motor de um deles falhar no início da decolagem, ele vai cair de volta no solo, porque a força de gravidade da Terra está puxando ele o tempo todo para baixo (para a Terra). Aquele foguete que está na parte de baixo da figura NÃO ESTÁ na parte de baixo da Terra. Ele está mesmo subindo, embora a figura faça parecer que ele está descendo. Mas ele não poderia estar descendo, porque está indo para o espaço, afastando-se cada vez mais da Terra. Para que ele estivesse descendo, ele deveria estar se aproximando da Terra. Para que ele estivesse embaixo da Terra, ele deveria estar enterrado no chão, em qualquer país. Conseguiu perceber?" (Fonte)

Não existe um chão, um sustentáculo plano,  firme, sólido, absoluto para todo o universo, cada planeta como um mundo cada um ( e parece que são bilhões só na nossa galáxia) e todas as nossas coordenadas de orientação espacial são relativas a seus respectivos  núcleos gravitacionais e cada núcleo deste é um baixo, cada planeta é, quase não metaforicamente, um  "buraco de 4 dimensões com fundo", não um buraco como um cilindro negativo em algum material mas um buraco como uma bola tridimensional no tecido do espaço-tempo, sendo o fundo do buraco o ponto cêntrico gravitacional. Se não existe um chão absoluto mas apenas chãos relativos, podemos concluir que:

...um feto não está de cabeça para baixo...








   Ele esta numa disposição em que sua cabeça aponta para o núcleo gravitacional da Terra. Teóricos fetos em outros planetas estariam com seus crânios voltados para bilhões (ou mais) de direções possíveis... assim como um selenita (teórico morador da lua)  estando parado em um determinado ponto em que seria nosso anticéfalo...




Antípodas





...ou um chinês que é nosso antípoda todos temos baixo e acima diferentes.









Os antigos tinham certas visões sobre a estrutura do universo que não batem com os conhecimentos atuais, vejamos penas uma: Atlas da mitologia grega...


Visão Hindu
  
 

ATLAS


Um humanóide (ou antropóide) supostamente divino sustenta o planeta Terra, mas agora sabemos, embasados  em todos os  conhecimentos  acima apresentados que tanto faria ele sustentar o mundo ou o mundo sustentar ele, na verdade é o mundo que puxa ele... assim:













Sabemos que qualquer suposto deus com forma, com figura que em si já é uma delimitação  não pode ser o Deus Verdadeiro que é Onipotente, Onisciente e Onipresente,  infinito pois, eterno e imutável, imaterial, ato puro, sem nada em si para ser atualizado ou em potencial, não tendo nada haver com visões mitológicas e nem podendo estar submetido a lei da gravidade quer sustentanto um peso, ou sendo puxado.  Mas o Dado Revelado (a Bíblia) apresenta também uma visão de mundo que não bate com o Google Earth:


SITE DE ORIGEM 

 
Leia um texto a respeito desta gravura acima  aqui



Concordo quase totalmente com o parecer deste autor... com sinceridade gostaria que a Bíblia dissesse algo sobre a Terra ser globular e sobre a gravidade, mas não diz nada,  antes porém ela repete toda a mundivisão dos hebreus e outros povos antigos... então, concordo como o parecer técnico do perito, é realmente assim que as coisas são, a Bíblia apresenta esta visão da estrutura da Terra. Mas minha discordância chega quanto ao ANTIcientífica em boa hora. Não pode a Bíblia ser anticientífica, no máximo acientífica. Por que? Porque está cosmovisão apresentando na gravura acima representa a visão que todos temos da mundo desde quando somos pequenos, um chão em forma de prato ou disco e um céu em forma de cúpula ou domo. Esta é uma visão do senso comum, imprecisa, como o próprio autor reconhece. Todos desde que nascemos estamos acostumados a esta visão do mundo não é verdade? Suba no prédio mais alto, na árvore gigante, ou monte mais elevado e olhe em todas as direções se não é esta a visão que teremos, ou seja, uma cúpula etérea  que se junta a um disco humífico na linha do horizonte que é circular? E  se  por exemplo começarmos a subir em um balão de ar, por muitas horas de subida (ou minutos conforme a velocidade) este disco do chão vai se manter por um bom período, somente em um determinado nível de altitude é que o disco começará a mostrar sua curvatura e gradualmente o disco ficará menor e lentamente se mostrará como uma esfera, após termos estado já a um distância considerável... de um certo ponto de vista é assim também que as coisas são. A Bíblia nos textos citados apenas refletiu ou  repetiu a visão que os muitos povos daquele tempo tinham a respeito do mundo, esta visão não veio como um luz revelada, um dado científico exato, aposto até mesmo que antes de a Bíblia ser escrita era assim que aqueles povos viam o mundo, porque Deus apresentaria desnecessariamente um conceito que mesmo hoje mesmo vendo o Google Earth, imagens ε etc, a maioria das pessoas não entenderiam (Tente explicar aos transeuntes que vivemos em cima de uma bola! ) Como o filósofo mesmo afirmou a Bíblia apresenta uma visão em linguagem poética, omitiu algumas informações como sobre o que o disco que é ο solo  circunscrito pelo horizonte circular se sustenta, mas não afirmou lendas que ai sim seriam anticientíficas...

         

                               










                                                                               Visão anticientífica, mitológica
Visão do senso comum, imprecisa
acientífica

Absolutum


(relativo, continua no próximo post)
    

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Epistolazinha de Natal


EPISTOLAZINHA DE NATAL


Feliz Natal! Há quantos anos você ouve esta saudação ser pronunciada no mês de dezembro? Tantos quantos são os anos de tua vida consciente não é verdade? É um feriado que não é nacional, que não está circunscrito a um povo só como a Páscoa Judaica (Pessach), a um país como o 4 de Julho americano, o 7 de Setembro brasileiro, mas pertence a uma multidão de povos que se chamam de cristãos, devendo este nome ao fundador desta religião que nasceu em tese neste dia de 25 de dezembro há teoricamente 2011 anos atrás.(2018) Cristãos Católicos, Ortodoxos e Protestantes têem neste dia um marco temporal para seus calendários (judeus, muçulmanos, budistas e etc têem outros calendários). Alguns grupos "cristãos" como as Testemunhas de Jeová não comemoram o natal e na verdade o condenam como um fermento (- tipo um vírus na linguagem evangélica) pagão que corrompeu o cristianismo "verdadeiro". Adventistas  e Mórmons tem também umas idéias heterodoxas com respeito ao natal. Que o natal foi uma cristianização de comemorações pagãs é um dado com sobejantes indícios de ter sido um fato. Como afirma um site batista americano aqui : "Os Feriados de Origem Pagã e  Como  Foram Adotados no Mundo Ocidental" . Em verdade, em verdade vós digo: o natal é muito mais profundo que o cristianismo (em sentido temporal), nesta página aqui o autor afirma que o tema de nascimento de um divindade por volta do solstício de inverno é um arquetipismo recorrente em muitas religiões e apresenta uma corroboração de que o cristianismo tem ressonância em bases profundas da espaço-localização e cosmologia do próprio planeta Terra, algo "astrológico", ou melhor astronomico, uma espécie de evangelho escrito na matéria corruptível, nos céus estrelados. A configuração do sistema solar influencia a natureza que influencia a sociedade e cultura. De que o cristianismo (mais precisamente a narrativa natalícia) seja baseado (ou reflita) os arquétipos profundos ou duplique a fórmula de  cultos de outras crenças não decorre que seja falso ou verdadeiro.

Nascimento e Morte Escritos nas Estrelas
 
Natal de um "mundo paralelo" sem Cristo

Um exemplo de recorrência de algo parecido ao Natal em alguns povos distantes no tempo e no espaço, de uma "Festa de Luzes" por volta do final de Dezembro é o Hanuká ou "natal" judáico


O escritor Max Sussol  disse no interessante  A Mãe de Deus não foi a Única Mãe Virgem? que os elementos do Natal (e do nascimento virginal) estão presente em muitíssimas narrativas míticas ao redor de todo o mundo em povos em múltiplas épocas... (mas ele diz que a história do Natal Cristão é um plágio destas narrativas.

Não seria uma mesma história impressa a ferro e fogo na mente humana pelos linotipos dos arquétipos?

Reverberações e ecos da "HISTÓRIA" ABSOLUTA, que emana da eternidade e submerge no temporal?

Alguém (que não direi o nome, por causa dos mecanismos de busca), afirma sobre os pontos de contatos entre religiões diferentes que: 

"A coincidência do Natal e do Eid-al-Fitr (fim do jejum) muçulmano é uma ocasião para lembrar que os pontos de contato entre as religiões cristã e islâmica - e também a judaica - vão muito além do que as fórmulas de bom-mocismo ecumênico podem sugerir." (Lembrete de Natal)

E sobre comparações entre religiões:

"Muito mais frutífera é a aproximação dos símbolos, que dizem a mesma coisa em linguagens diversas, mas de tal modo que a mente, ao apreender a comunidade de sentido entre elas, não pode traduzi-la numa terceira. Compreendida como disciplina contemplativa, a ciência dos símbolos sacros é uma introdução à clareza do indizível." (Lembrete de Natal)


Shmi  Skywalker e seu filho que nasceu por partenogênese com agente causal de origem sobrenatural.


Estas narrativas mitológicas  e das grandes religiões convergentes condicionaram a literatura e induziram os autores a enxertarem elementos desta "história" absoluta  em suas obras (para atrair apreciadores) como por exemplo fez George Lucas com Anakin Skywalker  (mais aqui) que como Jesus nasceu de uma virgem.

Na monografia Heróis de Areia  o autor explica a trajetória de vários heróis e as similaridades entre elas:

"...Como espero ter demonstrado, mesmo hoje em dia, apesar de toda a nossa nova bagagem cultural, de nossas inovações tecnológicas e   nossas cada vez mais arrojadas perspectivas, as estórias continuam repetindo umas poucas fórmulas clássicas, recombinando-as e as readaptando à nossa época. De uma certa forma, dos valores e símbolos mais profundos, nada é novo, mas sim apenas “renovado". Penso haver uma relação direta entre o sucesso de uma estória e sua capacidade de inovar a roupagem ao mesmo tempo que conserva ou resgata os elementos clássicosVeremos que as mais bem sucedidas sagas heróicas de todos os tempos não diferem muito umas das outras em sua essência..."


Veja também o livro de Joseph Campbell  "O Héroi de Mil faces" que sinteticamente grosso modo termina por dizer que toda historia é a mesma história se metamorfoseando exteriormente por fatores culturais, ambientais e históricos.

Natal idem


E este o ponto que quero chegar com respeito ao natal:

1)O verdadeiro natal é o aniversário de Jesus embora aja outros que são uma cava para este aqui ser encaixado.

2)A nossa civilização teria algo parecido ao natal por estas épocas mesmo que não tivesse havido a encarnação do Verbo Divino. (Esse negócio de Papai Noel, renas voadoras   não tem muita coisa haver com aquela cena do presépio). O "Papai Noel" é o prótese  ou engaste cultural para a jóia do Presépio. Retirado a jóia o engaste pode permanecer.



***


A despeito de o que digam religiões para-evangélicas e cientistas creio no natal como algo que tem haver com Cristo, com o seu nascimento.  É como um núcleo afetivo e psicológico  que dá o DNA de nossa civilização, que dá sentido, coordenadas  as nossas vidas. O nascimento (vida e morte) de Jesus é a história matriz de todas as histórias, é o âmago cultural da civilização Ocidental (Judáica-Cristã) (ainda). 

Talvez por diversos motivos alguém não goste do natal. Quem sabe tenha sido criado em uma família disfuncional, tenha sido muitíssimo pobre, sei lá, ou fora criado em lar não-cristão no ocidente (mesmo nestes, a maioria comemora mesmo que seja apenas culturalmente e não religiosamente) e por isto o Natal não traga boas lembranças e então aparecem os velhos Scrooges  e Grinchs sem o "zeitgeiste" natalino (o mais profundo ou cosmológico-cultural ou o  mais  recente (relativamente falando) com o verniz do manto cristão).


Nestas épocas então ocorre um fenômeno anômalo... 

Há muitos anos venho percebendo-o e não é mistério algum, existe uma bibliografia até considerável sobre esta manifestação, mas antes delas eu já vinha percebendo em primeira mão, por testemunho direto, este fenômeno psico-sociológico de final de ano. É muito conhecido pelo pessoal da área da psicologia e a partir de agora falo sério. Posso fazer uma comparação dele com as palavras de Jesus registradas em Marcos 4:24-25:


"Aos que muito tem mais será dado, mas aos que pouco tem, até aquilo que eles tem ser-lhes-á tirado"


Estas palavras magoaram a alguns, escandalizaram outros (os fizeram tropeçar , no evangelês) mas apresentam um principio de analogia de um  círculo vicioso e outro virtuoso,  aparentemente injusto, mas não sendo nem um pouco se consideramos como um dado elementar da própria vida.   Por exemplo, um alterofilista  ao se exercitar fica cada vez mais musculoso, um pessoa sedentária enfraquece e atrofia cada vez mais. Posso também usar uma analogia térmica para tentar explicar esse fenômeno. Posso dizer que na época de Natal o que está dentro que é quente, esquenta mais ainda e o que está fora que é frio, fica mais frio ainda. Pessoas muito identificadas com a civilização cristã nesta época sente se consolidarem suas estruturas simbólicas e sentem um certo conforto e segurança, dentro das Igrejas, nas famílias influenciadas pelo cristianismo. Nestes tempos os valores que estavam submergidos e meio que disfarçados ao longo do ano vêem mais a tona.  Lembranças de velhos Natais e de parentes distantes outrora reunidos são recordadas e a fé pela influencia grupal é reforçada. Quem é religioso ou simpatizante se sente no lugar certo, locado (ao contrário de deslocado). Pelo menos psicologicamente. Em contrapartida nestas épocas, apesar do clima de solidariedade e confraternização, pessoas para quem o Natal não tem o menor significado, a nem mesmo cultural, se sentem meio desenturmadas, pessoas solitárias, solteiras, sem filhos, sem parentes ou de poucos amigos  constatam-se mais solitárias e depressivas do que no resto do ano. Assim como Lima Barreto que próximo ao aniversário da perda de sua mãe era internado em sanatórios, pessoas com problemas mentais pioram nestas épocas, o que era sólido se consolida, mas o que era trincado, se racha, e as vezes esmigalha. Acontecem muitos suícidiosrebeliões em presídios (a) são comuns próximos a este período, o consumo de álcool e demais drogas aumentam consideravelmente, brigas domésticas onde parentes cobram dívidas afetivas dos outros parentes são comuns nos dias anteriores por volta  ao 25/12, os furtos e roubos multiplicam-se, ocorrem muitos homicídios. No caso destes, o ruim mesmo não é nem o número é a qualidade destes assassinatos (homicídios qualificados). Elementos que estão longe do núcleo quente afetivo de uma vida comum e normal   ao cair "a temperatura" nas frias noites do final do ano cometem os piores crimes que se tem notícia, os mais hediondos. Indivíduos desajustados cobram da sociedade e da vida a carência que se acham no direito de suprir e cometem barbaridades contra as ovelhinhas que eventualmente se colocam temporariamente fora do aprisco e do aconchego social. Esta é a hora de ficar perto da fogueira e vigilante sobre os entes queridos, porque lá fora as trevas se adensam quase ao ponte de serem apalpadas e a temperatura desce a 1000 graus sub-zero, e os lobos famintos rondam as ovelhas amadas...

Feliz Natal!

ABSOLUTUM