Segunda-feira, 21 de Novembro de 2011

POESIA 04/2011

ESTRELA DA MANHÃ

No deserto foi Ele tentado
O teu glorioso Senhor
O Manto Santo então sorteado
Trouxe Fé, Esperança e Amor

E o Verbo se fez carne
E a carne se fez pão
Nessa videira sagrada
Na transubstanciação

Lancetado foste no teu lado
Derramado foi teu coração
Entre os criminosos contado
O carmesim tingiu a redenção

Entorpecedor fel não bebeu
Louvado seja Majestade
Coroa de espinho e dor recebeu
Destruirá principados, potestades

E o Verbo se fez carne
E a carne se fez pão
Nessa videira sagrada
Na transubstanciação

Entre o ricos foi sepultado
Morte estranha, virginal geração
Ao terceiro então ressuscitado
Para todos trazer salvação

"Encandeia" a estrela no estábulo o mundo
Feridas de cravos, látego e lança
Tanta dor senti nem um segundo
Tua agonia meu prazer, esperança

E o Verbo se fez carne
E a carne se fez pão
Nessa videira sagrada
Na transubstanciação

Á direita do Pai Eterno sentado
Sacro sangue quitado o preço
Infinito perdão ofertado
Meu Jesus! É tudo o que careço

E o Verbo se fez carne
E a carne se fez pão
Nessa videira sagrada
Na transubstanciação




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