sexta-feira, 20 de março de 2015

A BÍBLIA NA BIBLIOTECA.

Ontem  eu estava na Biblioteca pública municipal. Vi um magote de livros dentro de um saco plástico transparente. Era uma doação de alguém para a Biblioteca. Entre eles havia um livro que sempre quis. Fui protestante desde muitos anos atrás e ao me converter ao catolicismo nunca tinha conseguido uma escritura sacra que fosse de origem católica. Na verdade só li os 66 livros que formam o cânon protestante e nunca li os livros que os protestantes dizem que não fazem parte das escrituras inspiradas. Tipo um tal de Tobias, Macabeus etc. Para ser sincero nem sei o que estes livros contém. Agora tardiamente é que vou lê-los. Uma curiosidade que eu quase  não sábia é que as Bíblias Católicas, Protestantes e Ortodoxas têm alguns livros que  estão presentes em uma religião e ausentes na outra. Algumas igrejas cristãs na Africa e outras cristãs orientais tem uns livros incluídos na Bíblia no  cânone oficial  que nem o nome eu já tinha ouvido, tipo: Livro do Jubileu e outros. Quer dizer: A Bíblia não é a mesma para todos os cristãos do mundo, uns tiram outros colocam alguns livros. Somente os quatros evangelhos estão presentes em todas as Bíblias de toda a cristandade. Que conclusões podemos tirar disso? (Eu mesmo não sei...). Os Judeus só tem uma parte da Bíblia do ponto de vista cristão ( o Antigo Testamento). São mistérios...

Mas voltando à biblioteca, quando vi o monte de livros e vi esta Bíblia no meio, disse a bibliotecária que já tinha muitos livros na biblioteca, estava abarrotada,  e tendo isto em vista perguntei se ela não poderia me dar aquela Bíblia velha (Edição de 1977, papel amarelado pelo tempo). E ela : - Pode levar! Agradeci expressamente.  Deus atendeu um desejo antigo meu? Pode ser. Na verdade nunca expressei este desejo em oração. Pode ser ou pode não ser. Prefiro que tenha sido...

Obs: Sem pôlemicas religiosas por gentileza.

Bíblia Sagrada Edição Popular

Um quilo e seiscentas gramas na moleira.

Até... 

quarta-feira, 18 de março de 2015

PITAIA

Um certo dia quando eu era menino, creio que tinha uns 09 anos se não  me engano quando vinha de um banho em um córrego  não muito próximo de casa, mais alguns amigos, observei uma certa frutinha vermelha que nascia em uns mandacarus ou xique-xique (uma espécie de cactus). O pessoal da região nunca come este treco pensando, eu acho, se tratar de uma flor ou algo não comestível. Como achei pela cor e formato que aquilo deveria ser um fruto e talvez ser de um sabor agradável, experimentei. Até que o gosto não foi ruim. Desde então sempre que vejo um pé de mandacaru carregado com estas frutinhas vou lá colhe-las e levo-as para casa. O pessoal às vezes estranha. Tenho o hábito de experimentar frutas e outros alimentos exóticos pois acho que a língua está para os alimentos assim como os olhos estão para as formas e cores (leituras incluso) ou os ouvidos estão para os sons (música clássica incluso). Sempre que faço compras no supermercado ou vou no mercado público, fico procurando por surpresas gastronômicas ou novas "informações linguais" (há há). Já comi jacaré frito em óleo de banha de sucuri, rã (que aqui a gente chama de GIA) e outros animais que o Ibama não aprovaria. Quando vou no supermercado e tem aquela sessão de frutas exóticas quando vejo uma que ainda não degustei, levo uma unidade para conhecê-la. Levo uma unidade porque realmente é só o que consigo comprar pois elas custam os olhos-da-cara. Depois do primeiro episódio com a frutinha vermelha do xique-xique passaram-se um, dois, três anos... e mais uma, duas, três décadas e então um dia desses, eu já com meus quarenta anos redondos vi esta semana no supermercado uma fruta inédita (Para mim pessoalmente, é claro). 

Me chamou a atenção por parecer uma flor e ao manuseá-la de perto ela me lembrou da fruta do mandacaru. Li na plaquinha: PITAIA. O gosto era parecido com o Kiwí e as frutinhas que eu degustava quando menino. Ao chegar em casa pesquisei no onisciente Google sobre pitaia é não é que minha indução estava certa! A fruta que incorporei ao meu banco de dados gustativo era parente da mesma frutinha do cactus. Ela também nascia em cactus. Que curioso há há. Desde as regiões da multiplicidade e diversidade infinita manda mais outra Senhor Jesus!