quinta-feira, 8 de março de 2012

SUGESTÃO DE LIVRO 02/2012

OPERAÇÃO CAVALO DE TRÓIA 2  - (Massada)


Li então o próximo livro de J.J. Benítez na série O.C.T (Operação Cavalo de Tróia). (Veja o primeiro).
 Após conspirações internacionais, tramas e intrigas secretas envolvendo os governos dos E.U.A e a U.R.S.S. ambos jogando os árabes contra judeus e vice-versa, para ferrar com a distribuição de petróleo para Europa e Japão, o  livro nos relata a montagem de uma base conjunta judáico-americana no cimo de Massada em Israel de onde viaja novamente o "Berço" de volta no tempo para o ano 30 de nossa era comum. 
Massada - veja mais fotos neste link
Modelo de  Massada visto de cima
O motivo desta Segunda viagem no tempo é a  recuperação de uma escuta que Jasão havia deixado em um móvel próximo ao Mestre e seus discípulos  na famosa última ceia. Uma regra do pessoal da equipe  Cavalo de Tróia era que os viajantes não deveriam  alterar a história e nem deixar objetos do futuro no tempo passado. Outro razão da missão era observar com a "Vara de Moisés", desta vez com modificações técnicas,  observar o corpo glorioso do Messias, o corpo ressuscitado dele. A viajem no tempo trouxe dano para a saúde dos "crononautas". As células neurológicas de Jasão e seu companheiro Eliseu estavam em estado de aceleração da degeneração senil. Novamente disfarçado de comerciante grego Jasão se infiltra no grupo de discípulos do Galileu que após a morte do mesmo estavam perplexos e acuados em esconderijos, sem noção do que deveriam fazer em seguida. Como narram os evangelhos alguns aguardavam um evento fantástico outros não tinham fé que Jesus voltaria do mundo dos mortos. Jasão penetra furtivamente na tumba onde estava o corpo de Cristo e nota que os panos que envolviam o corpo permanecem no lugar e percebe que a forma como os tecidos estão dispostos é como se o corpo que continham tivesse sido aniquilado ainda dentro do envoltório e o tecido tivesse se "desinflado". O Major leva o "sudário" para o módulo e após algum tempo dados surpreendentes são revelados... mas não tenho tempo de digitar. A análise é exaustiva, milimétrica, atômica e etc, e descobre-se então que este pano é o...
Sudário de Turim , isso mesmo. Que uma pesquisa aprofundada seria uma interessante empreitada. Depois de devolver o pano no local onde os serviçais do Sinédrio tinham jogado primeiramente, o Major passa então a "perseguir" o Nazareno num tipo curioso de Triller ou suspense, um jogo de "gato e rato". Hora Cristo aparecendo aqui, hora ali, para indivíduos isolados e desacreditados até que num crescendo de expectativas frustradas e dúvidas lancinantes ele aparece para o grupo finalmente. Sem indiretas ou insinuações o autor descreve as aparições de Jesus como algum tipo de Holografia, sendo que até mesmo sua voz se mostra metálica como se fosse originada de um sintetizador. Uma forgicação, um teatro para enganar os cristão por dois milênios. A aparição final então mais misteriosa ainda deixo que você descubra ao ler, (se for ler). Esta eu não entendi ainda. A vara detecta que o corpo visualisado não tinha alguns orgãos como os demais corpos humanos...
Na página 446 Benitez introduz uma nota do autor, que reza, em parte: 

"...E antes de seguir adiante, uma advertência que não quero deixar de fazer: Como afirmo no princípio do Operação Cavalo de Tróia 2, alguns pontos que expomos a seguir são tão chocantes, que recomendaria aos leitores de idéias e princípios religiosos excessivamente conservadores que abandonassem a leitura. Cumprindo esta real advertência, passemos a essa parte dos documentos..."


Sejamos adultos. O autor foi sincero, foi honesto comigo, conosco. Eu sabia do que o livro tratava eu já tinha ouvido falar sobre quem era J.J. Benítez, eu conheço a teoria dos Astronautas divinizados. Mas não dei muito crédito a advertência pensando que o "chocante" seria teorias, doutrinas, ensinamentos, concepções metafisicas de realidades alternativas, heresia gnóstica, "verdades" científicas em confronto direto com a palavra de Deus, etc. Isto não choca ninguém! Agora o que ele faz após esta advertência é esculhambar com a concepção que temos de Maria a mãe do Senhor. Os católicos mais, os protestante menos, na graduação do afastamento do catolicismo, todos tem uma imagem beatífica de Maria. Mas transformar Maria numa revoluciónaria zelote, numa "sionista" nacionalista simpatizante de guerrilheiros é mesmo chocante! Ao ler os diálogos de Jasão com Maria, eu senti pela primeira vez, um impulso de abandonar este projeto de ler toda a série Cavalo de Tróia, mas assim como pediu o Major ajuda do céu para continuar a escrever eu peço para ler. Não ,não tenho medo de visões alternativas da realidade, acontece que o que o cara fez foi dar um ar de "mau caráter" a Nossa Senhora.  Se eu xingasse a mãe de Benitez seria mesmo chocante para ele. Isso não tem nada haver com cristãos caipiras, burrinhos, obscurantistas que tem medo da ciência, do conhecimento, tem a mente quadrada, bitolada, não é mesmo? Mas ninguém está me obrigando a ler, e isto é uma ficção. Coisas pavorosas se escreveram sobre a Virgem Santíssima e ele repetiu aqui, se ela era virgem ou não, etc, seu relacionamento com José e etc, isto tudo eu já tinha lido em outros lugares. Não havia necessidade... Ataque moral é um pouco diferente de ataque intelectual... Ele diz que o motivo de Jesus ter fugido para a Índia aos 12 anos(  e só voltando décadas depois) foi pressão de Maria para que Ele, o Messias, se unisse aos Zelotes, os amigos de Barrabás! Aff. Nada é puro para os impuros...


O Cristo Beniteziano não veio para livrar os homens da escravidão do pecado de origem, mas para dizer que todos são bonzinhos aprisionados num mundo mal e que pelo conhecimento galgarão estágios de aperfeiçoamento kardecista rumo a gostosura final (ai eu estou me achando!) onde sua vontade absoluta impere sobre o universo, inclusive sobre o próprio Deus. Que na verdade pensa que é Deus, mas é só um Demiurgo que contraria com seus escritos e representantes nossos anseios pessoais. Não à toa o major joga flores no provável sepulcro de Judas Iscariotes, e diz que sente uma atração por aleijados morais.


Câmbio Major! Foram 02 e contando.

Até o próximo!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

SUGESTÃO DE LIVRO 01/2012

O EVANGELHO SEGUNDO J. J. BENÍTEZ


Entramos na quaresma, antes dela neste último carnaval concluí a leitura de um livro que esperei uns 15 anos para começar. Trata-se de Operação Cavalo de Tróia de J. J. Benítez que conta a história de um major da força aérea norte-americana que a bordo de um módulo chamado "Berço" viaja do século XX para o ano 30 do século I e disfarçado de um comerciante grego se mescla clandestinamente no meio dos seguidores de Jesus Cristo. Um viajante fica no módulo estacionado em algum ponto do Monte das Oliveiras se comunicando com o major e passando por via comunicador implantado no ouvido do dito  as informações liguísticas, arqueológicas, históricas, econômicas, teológicas, filosóficas, etc e coisa e tal que recebe de um computador chamado "Papai Noel " que fica dentro do Berço. O major recebe estas informações atravez de algum tipo de ponto eletrônico. Isto facilita a ele se desembaraçar no meio da cultura de Jerusalém desta época. Uma curiosidade é a "Pele de Serpente" que o Major cujo codinome na Missão  é Jasão usa em todo o corpo, na verdade tratá-se de um spray que ele asperge em si por inteiro menos a cabeça , criando uma película tão resistente que é capaz de suportar um golpe de lança ou adaga. Esta pele é invisível.(E já inventaram uma pele de serpente na realidade) Outro artefato que Jasão usa é o "Bastão de Moisés" que possue embutido todo um sistema informático de recepção e armazenamento de dados. Filma, grava sons, possue um sistema de infravermelho e mais outras bugigangas, é com este cajado que O major ou Jasão acompanha a VIA CRUCIS de Cristo gravando tudo. O livro tem mais de 500 páginas sendo que o escritor é tão detalhista mas tão detalhista que chega a descrever as varizes de Pôncio Pilatos. O Livro é cheio de notas de rodapé com eruditismo histórico permeando toda a narrativva, o autor se baseou nos Evangelhos canônicos evidentemente, mas também nos evangelhos apócrifos, nos textos gnósticos (inclusive fez Jesus citar textualmente trechos destes evangelhos). Baseou-se também nos historiadores antigos, tipo Flávio Josefo...                 ...spoilers...
 A primeira parte do livro lembra muito o Dan Brawn, com enigmas, bilhetes cifrados, buscas em monumentos e até perseguições de agentes secretos. Na sequência  depois disto tudo a equipe da NASA monta  uma base em Israel para se preparar para a vigem no tempo. Imagine-se esgueirando-se pelas vielas escuras atrás do traíra do Judas que saiu da Santa Ceia e foi procurar os chefes religiosos para entregar o Mestre ou colocando um mecanismo filmador no local da dita última ceia e terá uma prévia do que é Operação Cavalo de Tróia. Além de ter uma leve pitadinha de heresia gnóstica (pois Juan José Benítez tapou o buracos do Evangelho com todo o material disponível) ele insinua lá pelo meio do livro quando eu já tinha até me convencido de que o cara era cristão até a medula a teoria de que:

Isso mesmo, Jesus era um viajante intergalático ou interplanetario, insinuando levemente, sutilmente e devo dizer a bem da verdade com maestria que Eram os Deuses Astronautas. Estas ocasiões em que esta teorias são mencionadas são  as: na hora em que Jesus está orando e suando sangue e prestes a ser capturado quando um anjo de botas espaciais lhe ministra ajuda naquele momento tão crucial e ao mesmo tempo o computador "Papai Noel" detecta uma objeto voador sobrevoando o morro das azeitonas. Outro momento é quando ocorre o terremoto narrado nos evangelhos após a morte de Cristo, sendo que, segundo os sensores do módulo foi uma explosão nuclear no subsolo a alguns quilômetros de Jerusalém que provocou o abalo sísmico. J. J. Benitez fere de morte então qualquer pretensão de uma conciliação de sua história com os evangelhos quando insinua que o corpo de Cristo após a morte foi desintegrado por tecnologia alienígena e uma clone tomou o seu lugar fingindo a ressureição.(confira 1 Coríntios 15:13-14, 17, 20 - "...se Cristo não ressucitou é vã a nossa fé...). 


Você assistiu a Paixão de Cristo do Mel Gibson? Veja aí ao lado. Rapaz, o que J.J. faz com Jesus, ou fez com que judeus e romanos fizessem com Ele não é brincadeira, isto aí ao lado é só uns 10% do que aconteceu com o Cristo narrado no Operação Cavalo de Tróia. Chega ao limite do escatológico, do repugnante contado com linguagem médica (o tal Major/Jasão é médico) cada detalhe das feridas e hematomas do Nazareno. O major usa às veze umas lentes (as tais de crótalos) que permitiam e ele  ver até os batimentos cardíacos de Cristo e tudo o que aquele sofrimento excruciante e paroxístico estava lhe causando pelo resto do organismo... (contava plaquetas, hematócritos, etc.) Minuto a minuto segundo a segundo Benitez nos faz participar da contagem regressiva até o "Meus Deus porque me desemparastes?" e a morte por asfixia e tetanização generalizada. O psicochoque para mim foi tal que fiquei alguns dias meio abalado.
Outra coisa que poderia elogiar no autor foi sua maneira de abordar a história. Ao invez de usar o narrador onisciente usou o recurso de contar em primeira pessoa (no caso o Major narra em seu diário oculto), ao fazer isto J.J. Benitez é obrigado a explicar todas as vias e canais em que a informação chega ao Major sem que ele esteja as vezes no local, quando a narração continua (como se fosse o recurso do narrador onisciente) é por que alguem enviado (ou não) pelo major estava no local como testemunha e isto provoca um rodopio incessante por vários pontos de vista dando ao enredo o aspecto de um inquérito policial em alguns momentos. Devo lembra ainda que se não me engano o Operação Cavalo de Tróia já tá no número 7 ou 8 nas continuações.
Como escritor, como escritor e expositor de uma narração, o autor deste livro merece uma nota 10.

APROVADO
Até o próximo!