quinta-feira, 23 de abril de 2015

TRACINHOS ESTÉTICOS MANIQUEÍSTAS

Sempre achei curioso o fato de nas ficções, lendas, narrativas, filmes, desenhos animados, gibis, etc e etc, os BONS serem BELOS e os MAUS serem FEIOS, e quanto mais bons (MELHORES) mais belos e quanto mais feios mais maus(PIORES). Como se um desengonço e desorganização físicas, orgânicas ou mesmo apenas faciais tivesse realmente algo muito pertinente a um desequilibrio psíquico, uma má-vontade, uma pervesidade, iniquidade, impiedade etc e coisa e tal. Vou pensar mais sobre isto e um dia talvez quem sabe possa compartilhar algo aqui com algum hipotético leitor. Não pretendo neste momento me aprofundar em elocubrações, em mentações nenhuma. Estou com preguiça de ler e sondar terabits culturais arquivados na minha rede neural mnemónica em busca de padrões estéticos/éticos ou seja lá o que for. Deixa para outro dia. Hoje estou assim meio Zen, (Eu não bebo mas parece que estou...
...tangenciando o Nirvana) leve, parecendo como se tivesse refrescado os pensamentos. Mas se me permite compartilhar  um fragmento de intelecção, a título assim de brincadeira, meio sem nenhuma seriedade só por passatempo mesmo, vou mencionar uma dualidade antagônica e cômica, uma antítese estética engraçada que possui um pouquinho de relação (muito pouquinho) com o tema da estética-ética que talvez fale um dia. Já tinha percebido isto, mas não sei onde ouvi alguém falando nisto, mas não fui eu o primeiro a verbalizar o assunto em tela. A fonte deixa prá lá. É nós na fita agora. Como já adverti, divertir é o meu objetivo neste agora atualizado no momento. O caso que pretendo demonstrar é uma curiosa antítese que se estabelece quando contemplo duas formas de anomalias estéticas, uma feia/mau e outra bonitinha/boa. O negócio, sem mais rodeios é o seguinte...
Existem dois tipos de zarolhos ( aqui na minha zona habitativa a gente chama de ZANÓIO). Um tipo de estrabismo eu acho bonitinho o outro eu acho esquisito. Eu até mesmo tinha vontade de ter uma namoradinha com o tipo 1 de estrabismo que é o convergente.  É sério, eu acho charmoso, uma fofura, uma mulher meio vesguinha. Imagina naquela ora de máxima aderência corporal olhar para os olhinhos vesgos dela!? Existem muitas, inclusive atrizes (por que não atoras?) famosas brasileiras que apresentam o estrabismo convergente do bem, (Devia ter um sinal além do de interrogação e exclamação, o de gozação para indicar que estamos brincando). Elas são lindas e o fato de serem zarolhas dá aquele charme a mais. (Veja no Senhor Google: Famosas vesgas ou Atrizes Estrabismo). Vou dar só um exemplo... Clique no link.
VESGA MAIS GATA DO MUNDO
Olha para mim com estes olhinhos meio desengonçados! 


Este é o Estrabismo convergente que seria o do Bem. Do Bem para quem vê de fora, para o portador deve ser desagradável.  Ao passo que esta endotropia ocular não prejudique muito o seu portador e até mesmo o ajude socialmente, existe um outro tipo de astigmatismo, digo, estrabismo que... Vixe Maria... é mesmo esquisito e dá um ar de Extraterrestre ao seu portador. O estrabismo divergente ou exotrópico. Não vou comentar nada, só olhe...

Deu para sentir o drama? Os Zanóios do mal? Mas vamos redimir eles (redimi-los). Pensamentos, sentimentos e vontade são invisíveis. E "o essencial é invisível aos olhos". Aleijadinho, rogai por nós, quem redimirá os zarolhos do mal?
Quem redime é o Redentor é claro. Por que Aleijadinho fazia desta forma? Deixa prá lá...

Saindo do reino visual, das estéticas oculares vamos para as auriculares. Sim eu descobri (ou inventei?) uma dialética ética/estética  na orelhas. Assim como existem os vesgos do bem e do mal, alguns padrões olherais podem dar um aspecto sinistro diabólico ao seu portador e também no formato contrário, um aspecto de bondade.

Para as orelhas do bem tenho apenas um exemplo. o Senhor Tathagata, o Buda, parece até que a mãe dele puxou tanto as  suas orelhas que ele se iluminou em decorrência desta ascesse. (Tá bom...foi por causa dos brincos.). Mas temos também como exemplo as orelhas com os lóbulos hipertrofiados dos idosos de todo mundo. Sim quando envelhecemos nossas orelhas crescem. Orelha grande simboliza sabedoria por isso.
Se este tipo de orelha, seria do Bem, digamos assim, as orelhas felíneas, caninas, élficas, Spokianas, seriam as do mal, como o são as próprias orelhas do Capeta. (No mínimo dá um ar de traquinagem)

Vamos então resumir e esquematizar:

Podem existir combinações várias...
É melhor eu ir parando por aqui. Senão vou começar a pensar (Viajar na maionese?) em outras partes da anatomia humana em um contexto ético/estético... hum...orelha de abano....olho de bomba....há há há!!!

Absolutum

quinta-feira, 16 de abril de 2015

A FORÇA ATIVA

“May the For be with you!” , É, que a Força esteja com vocês! Vocês sabem de onde vêm esta frase e o que ela significa. Para mim pessoalmente ela faz parte do melhor filme de todos os tempos (pelo menos até agora). O que seria de Star Wars sem a Força? Apenas um filme de ficção científica. Quando digo ficção científica digo ficção de CIÊNCIA. E todos nós sabemos que a CIÊNCIA é meio agnóstica (e gnóstica), ou  mesmo atéia e Iluminista. Só a Razão deve imperar ou seu contraponto, a Experiência. O que isto tem haver com um filme que mostra uma religião um pouco budista, um pouco taoísta, um pouco hinduísta, meio maniqueísta, que mostra as almas dos cavaleiros Jedi vivas depois que seus corpos morrem, ou mesmo Yoda dissolvendo-se materialmente e transmutando-se em outro ser noutra dimensão?  A TECNOLOGIA avançada não é o maior motivo de fascinação do filme. A pluralidade de Mundos e a infinitude de seres multiespécies pode ser um dos motivos do encanto da película. Mas sem a FORÇA Guerra nas Estrelas não seria o mesmo. Como disse antes, seria apenas um filme de Ficção CIENTÍFICA e não também um filme de FICÇÃO RELIGIOSA (que tal alguém inventar o gênero) digamos assim. Pois a FORÇA é uma religião imaginária criada para um mundo fantástico, mesmo com a desculpa da TECNOLOGIA para muitas coisas,  as coisas que os cavaleiros Jedis fazem e os Siths, são realmente impressionantes,  transcendentes e metafísicas (além da física). Ou seja ultrapassam o domínio da RAZÃO e da EXPERIÊNCIA (das ciências). Têm o negócio das Midi-chlorians (amebinhas budistas) para tentar dar uma desculpazinha mas não convence. Embora todos os filmes de ficção fantástica e muitos de ficção científica aleguem para os efeitos sobrenaturais (supra-físicos) outras forças sutis da natureza (que seriam também físicas, mas menos densas, indetectáveis) isto é, a MAGIA, muitos poucos conseguem ultrapassar os limites da tecnologia-ciência alcançando a magia e chegando enfim a apresentar uma religião (mesmo que teórica-imaginária). Suponho que Star Wars faz (ou seria faça?) isto, e Duna de Paul Moad´Dib também. Digo isto   porque, como faz Luke Skywalker no planeta Dagobah ao ver o futuro de seus amigos sofrendo na cidade atmosférica de Bespin, prever o futuro ou possibilidades de futuro é algo além do tempo e do espaço, além de tudo. Atingindo algo eterno. Que é exatamente de onde veio a religião (ou dizem que veio). E se é a Força que possibilita isto, já não é uma simples magia (forças sutis da natureza) é algo supranatural, sobrenatural, atemporal, inespacial, ou seja, a Força é uma imitação caricatural e canhestra de algo parecido com uma religião, meio um Tao, o Absoluto e etc. Não é um deus pessoal mas mesmo assim algo transcendente e infinito. Uma mistura exótica de religiões orientais inserida num mudo tecnotrónico avançado. Não preciso  acrescentar mais gotinhas de caracteres no oceano da rede mundial de computadores tentando mostra o que é a Força (ou o que eu acho que sei que ela é) se você pode ir no Google e meandrando, saber que assunto é este  não é mesmo? E beleza! A continuação do filme tá chegando aí este ano (O Despertar da Força), que Deus queira que estejamos vivos até lá para saborear esta aventura. (Parece que lá do outro mundo não possamos acessar o que acontece neste mundo sublunar a não ser com permissão de Deus (através dele) e acho que ele não aprovaria um requerimento para assistir um simples filme. Lá embaixo, num grãozinho infinitesimal. Isto se eu escapar da malha  rendilhada de ilusão e desejos do Tinhoso.)


QUE A FORÇA ESTEJA COM VOCÊ!



Mas esta postagem não terminou ainda, gostaria de compartilhar neste pequeno meu querido diário intelectual/cultural aberto ao público uma pequeno curiosidade que possui algo a ver com o assunto sobre a Força. Lembra lá em cima no título da postagem que eu coloquei FORÇA ATIVA? É que eu estava pensando noutra religião além daquela dos Jedis ficcionais e reais que também cultua uma coisa mística, neste caso uma energia inconsciente que emana de Deus. Eles chamam ela (chamam-na?) de Força Ativa mesmo. Que força ativa é esta? Se depois do Judaísmo veio o Jediísmo, que adora uma força impessoal, uma dissidência da Igreja Adventista também adora uma força impessoal chamada de Força Ativa, a diferença do Jediísmo é que esta força emana de Jeová, é o Espirito Santo, que para este grupo que menciono foi usado por Jeová para criar todo o Universo. 

Na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas que é a Bíblia que eles usam em Gênesis 1:1 consta:"...e a Força Ativa de Deus se movia por cima da superfície das águas". É sério, eu não estou brincando. Eles já começam distorcendo a Bíblia desde o primeiro versículo. Eles criaram esta Bíblia (bizarra) para que se  amoldasse as suas doutrinas iniciadas por um pastorzinho barbudo americano. Na doutrina da Trindade Católica, Deus é formado pelo triângulo Pai, Filho e Espírito Santo, todos pessoais. Na doutrina desse povo que menciono o Pai usa o Espirito Santo como uma coisa não senciente, tipo assim como a energia elétrica. Transformando o Espirito Santo na Força de Star Wars (com a diferença de que o controle do primeiro somente se efetuando por Jeová) cometendo assim os escritores deste livro o pecado que não será perdoado nem neste século nem no vindouro. Além de fazerem de sua doutrina um motivo de chacota.
São as linhas tênues entre a realidade/sanidade e a fantasia/loucura.


Se você acha que a religião em si é uma fantasia/insanidade parabéns. Está entre uma minoria de milhões, que entre bilhões ao longo de toda a história e em todos os lugares achavam que a vida sem um futuro post mortem é que era uma fantasia/insanidade.

Absolutum (Acabado).