terça-feira, 21 de junho de 2016

O CACHIMBO DA PAZ...



Imagine um boxeador entrando no ringue e aos dois segundos após iniciado o confronto desse um murro em seu próprio queixo e se autonocautea-se. É assim que sinto que os outros me verão ao falar sobre este assunto. O assunto do cachimbo (e nicotina em geral). Quem em sã consciência defenderia o Satanás, seria o advogado do diabo?
Como disse Primo Levi, erradicar um preconceito é doloroso como extrair um nervo, ou como disse este velhote no barco fumando (avô do Popeye?):"É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito". Apercebido disto não vou entrar nesta tarefa de parecer que meto um sorvete na testa na hora que subo no púlpito. Só vou jogar no ar umas pinças extratoras de nervos conceituais e indicar matérias desintegradoras de uma imagem pétrea que o mundo moderno fez do cigarro. E depois fugindo do assunto de nicotina-câncer, explanar sobre o fato de estes monstros-gigantes intelectuais cujas fotos posto aqui posuirem este gadget objeto curioso e tão discriminado atualmente. Existe alguma relação entre o cachimbo e o colosso mental de uma pessoa?
Sigmund Freud
Passando de raspão então sobre este assunto da nicotina que tal rever seus conceitos sobre o fato de a ingestão de nicotina não ser pecado para os católicos (Fumar Não é Pecado), nem sempre ter sido pecado para os protestantes (Testemunhas de Jeová batizavam fumantes até fins de 1973) nem para os islâmicos, hindus e religiões de vastas regiões orientais.
Um símbolo do sábio oriental, fumando
um cachimbo como os  sábios ocidentais
É sério. Tá esquecendo do cachimbo dágua oriental o narguilé? Criado na Índia em momentos insondáveis na noite dos tempos. Então mesmo para as religiões a nicotina não é tão besta-ferina assim como as pessoas pensam.  Aquele negócio protestante de  o cigarro ser "imundície da carne e espírito" é um trojan gnóstico que coloca o mal na matéria e não na alma. Para um hipertenso o sal é uma imundície para a carne e não para o espírito, para um diabético o açúcar é uma imundície para a carne e não para o espírito. Para os bilhões que fumaram no passado no oriente e ocidente a nicotina era uma imundície (se realmente o for) da carne e não do espírito. Este negócio é realmente complicado. Embora no passado até mesmo papas, e até mesmo pelo menos um  santo canonizado fumassem veja o que diz este padre aqui (fumar é a eucaristia do demônio)Vixe Maria!...mas como eu tava dizendo lá encima meu objetivo não era entrar nesta polêmica, só jogar umas dicas no ar como farelos para seguir-se o caminho da verdade final. Meu objetivo nesta postagem era mostrar a correlação cachimbo-sabedoria. Mas por último quanto a questão científica-cancerígena,  viste lá encima a foto do rei da jovem guarda cachimbando?

Sabe com quem ele aprendeu a fazer isso? Com sua mãe, a senhora Lady Laura que morreu aos 96 anos de idade, acima da média da expectativa de vida brasileira, não de câncer, embora em decorrência de problemas pulmonares. Imagine quantas letras e músicas foram criadas sob os estímulos das baforadas. O Doutor Freud (pense num cara sabido), cuja foto coloquei lá encima cachimbando, morreu aos 86 anos de idade com câncer na garganta, devido uma overdose de morfina segundo a Wikipédia. Ponto para os antitabagistas, mas não vitória final.Já conheci várias pessoas que morreram de câncer sem nunca terem fumado. Meu pai está com 82 anos de vida fumando desde novo e seu único problema de saúde se relacionou a um problema na próstata. Mas como eu falei estou só jogando o veado morto no meio dos onças. Este assunto e deveras nebuloso. Só peço que imagine a possibilidade de isto aqui não passar do que realmente aparenta ser e é: PROPAGANDA e somente propaganda:
Por qual motivo um combate tão forte a um costuma milenar e global? Devesse avaliar os efeitos da nicotina e suas várias formas de administração , origem regional e vegetal  e em quais biotipos humanos. O negócio talvez não esteja de todo errado mas tá exagerado. Exagerar é mentir, como disse Joaquim Manoel de Macedo.

e sobre isto tudo supramencionado leia mais estes textos aqui:(a Igreja Católica e o Tabagismo),(Quando Fumar e Beber é Pecado e Quando Não È)(Cigarro)e (Mais).


Deixando esta polêmica acima de lado, o ponto que quero atingir é o seguinte: É impressionante o número de profundos intelectuais que faziam uso da nicotina e mais precisamente do cachimbo fazendo a gente se indagar se o Tao gerou o Um o foi o Um que gerou o Tao.Se não é melhor arriscar apesar das advertências e usufruir os benefícios do tabaco (com moderação) para o cêrebro (e los hay: nicotina contra PARKINSON E ALZHEIMER) e (contra perda de memória)e quem sabe outros benefícios ainda não descoberto tendo em visto o uso dela por muitíssimos pensadores profundos...

...considere...contemple...reflita...


Gandalf fumando seu cachimbo ,introspectivo, numa projeção de seu criador J.R.R. Tolkien que fumava cachimbo realmente.
Graham Bell o criador do telefone pitando
Quando eu tinha uns 8 anos eu lembro de assistir ao Globo Reporter em episódios deste cara, ele CUSTOU um tempo na Amazônia.



General Patton grande estrategista da II Guerra Mundial.
Dali o grande pitor


















Demille - do filme os 10 mandamentos.
Lewis - manja Nârnia?...catôlico fervoroso
Conan Doyle o criador de Sherlock Holmes o personagem estigmatizado (positivamente) pelo cachimbo

TOLKIEN - Catôlico...Senhor dos Anéis
WALT DISNEY - Mickey lembra?
Montagem? o cara não era a encarnação da saúde física?

?????????????????????????????????????????????

Ronald Reagan

Bronson!

YUNG - pensador profundo




Nimoy - é lógico fumar?
É sacanagem?

Piaget -pensador profundo



EDMUND HUSSERL - PAI DA FENOMENOLOGIA


veja mais aqui: CACHIMBEIROS FAMOSOS


O negócio agora começa a fazer sentido





e por último...

Quer ver um vídeo do Tolkien cachimbando? (AQUI)

Que tal ler: (A arte do cachimbo)

Não se deixe marcar na mão e na testa...




















































Se eu fumo? Veja aí: Bob Marley no Céu




ABSOLUTUM

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Ainda que eu ande pelo VALE da ESTRANHEZA eu não temerei mal algum...

Pessoalmente acho bonito e poético quando lugares reais são denominados por estados subjetivos, emoções e etc. Embora nomes como "Mato Verde", "Povoado Sangue", "Quebra-Vara"," Cachorro de Cócoras" , "Chácara Água Fria" ou região da "Água Amarela" sejam nomes interessantes e sugestivos (denominações de locais em meu entorno pessoal), os nomes de Lagoa da Confusão,Vila do Sossego, Bar Encontro dos Amigos ou Boteco Fim de Tarde, por mesclar o objetivo com o subjetivo traz um "Q" a mais, transmitem uma força sugestiva maior. É assim: Mato Verde (um ser mais uma qualidade perceptiva-COR), Povoado Sangue (um assentamento mais um componente dos corpos biológicos -não sei o que aconteceu lá para ter este nome). Quebra-Vara, rá-rá-rá, sem comentários, mudaram o nome deste local que fica na BR-153 próximo a Wanderlândia-TO para Povoado Floresta. Tá de sacanagem? Quebra-Vara? Um verbo+substantivo comum. Agora pense num local denominado Cachorro de Cócoras! (substantivo comum+verbo). Remediaram o mico e rebatizaram oficialmente a localidade como Carmolândia-TO. Do mesmo jeito que cambiaram o nome de uma cidadezinha próxima a este tal de Quebra-Vara, cujo nome era Sucuiuzinho (sucuri pequena) para Araçulândia. Ex-Sucuiuzinholândia. Sim, todos os locais acima são denominações de coisas objetivas com coisas objetivas mesmo. Cores, coisas, ações, etc. Como falei acima, a coisa fica mais interessante e bonita quando se junta o OBJETIVO+SUBJETIVO, ou se nomeia coisas do mundo conjuntamente com coisas de dentro da ALMA. MUNDO+ALMA. Uma Lagoa da Confusão (confusão na cabeça ou de pessoas?) ou uma Vila do Sossego ou Recanto da Paz são muito mais interessantes.
Saindo da particularidade,  da singularidade, de minhas idiosincrasias espaciais, pulemos para um local mencionado mundialmente: VALE DA SOMBRA DA MORTE. Todos se referem a este "local" metaforica, alegorica e simbolicamente, mas, e eu não sei nada sobre isto, o cara afirma neste texto aqui que o Rei Davi se refere no Salmo 23:4 a um lugar de verdade. Que este vale denominado assim era um local físico, e não uma situação ou estado subjetivo, inicialmente.
Mesmo assim, conforme for, este tal de Vale da Sombra da Morte (mencionado em Isaías e em Jó também) é mesmo muito tenebroso, macabro, sinistro, assustador e... o que mais? Diríamos ESTRANHO? Também. Não entremos nos méritos da questão sobre o que seria ou significaria este tal de Vale. Pesquise no Google aí. Mas esta expressão é muito poderosa literária, poética e psicologicamente. Um VALE geralmente também pode ficar no sopé de uma elevação topográfica, o que pode lhe ocasionar uma penumbra, uma faixa umbralina. Um vale é associado a um local perigoso. SOMBRA remete a escuridão, breu, trevas, ignorância e perigo. MORTE. Falar o que mais ainda sobre o pior inimigo, o "último inimigo", a acabativa final? Juntou-se então as três palavras e criou-se uma expressão poderosamente clássica... Embora na verdade vale+sombra+morte não sejam coisas subjetivas mas 1)um relevo, um 2)fenomeno luminoso e um 2)estado de disrupção orgânica total.
Não sou teólogo, nem nada destas coisas, mas minha interpretação pessoal do versículo é que os que estão neste vale não morreram ainda, mas estão em perigo de morrer, não estão  sob o controle da morte, mas estão na iminência de morrer, não é o vale da morte, mas o vale da SOMBRA da morte. A morte ainda não chegou, só a sua sombra...Esta analogia pode ser usada para tudo, em todas as situações em que corremos perigo. Ao diagnosticar-se um câncer, num bairro com altos índices de criminalidade, num teatro de operações bélicas, numa depressão profunda e grave com riscos suicidas poteciais e etc. Em todo caso o ponto principal em que o versículo bíblico quer chegar é que a pessoa que anda por este vale não deve temer nada pois Alguém está ao lado do caminhante e ele não deve temer este vale.
Este alguém com seu poder consolaria o peregrino nesta travessia...converse com o Padre ou o Pastor sobre isto... Mas este VALE DA SOMBRA DA MORTE e as coisas que são associadas e ele me lembra de um outro vale que também é usado como símile de outras coisas. E este vale também está muito associado à morte. O vale em questão é o famoso VALE DA ESTRANHEZA. Poupe-me o trabalho de digitar e busque no google as várias explicações sobre o que seja esta tal de vale da estranheza. Este vale denomina uma reação que as pessoas têm com relação a algo que começa a parecer muito humano, mas todos percebem que não é humano. O conceito de Vale da Estranheza foi criado por um japonês da rôbotica e é muito usado em filmes e na estética de andróides. Uma coisa muito curiosa sobre este vale é que o maior índice de desaprovação, de estranhamento das pessoas é com respeito aos mortos e os semi-mortos, os zumbis.

O medo que temos de cadáveres e zumbis é que eles se parecem com humanos mas não são humanos. Tem a figura humana, mas não a forma humana. Forma neste caso, numa nomenclatura escolástica antiga e arcáica significaria FÓRMULA, lei de proporcionalidade intrínseca, como diria Mario Ferreira dos Santos. Uma prótese, um cadáver e um zumbi são os entes que estão no fundo, bem no fundo do vale da estranheza, conforme podemos ver no gráfico acima que gerou o nome do conceito. Ao se remover o algoritmo autocinético, a alma que enformava e animava um corpo humano as pessoas passam a rejeitar e temer aquele aglomerado físico que ainda parecendo humano não é mais componente do humano. Este assunto é profundo e mereceria também toda uma postagem própria mas recomendo fortemente que pesquise o assunto. O vale da estranheza explica porque filmes como O Expresso Polar, Beowolf e Tintin sofreram muitas críticas e rejeições. Explica também o temor que algumas pessoas tem de bonecas e porque alguns filmes de terror apresentam bonecas no roteiro. Explica o amplo sucesso de zumbis nos filmes e o medo que as pessoas tem de zumbis. Explica a rejeição e o assombro que algumas pessoas sentem com relação a andróides que ao ficarem parecendo humanos ficam cada vez mais parecendo cadáveres. Andróides-bonecos-zumbis-cadáveres-próteses-atores artificialmente, digitalmente criados, todos eles tem a figura humana, mas não a forma (fórmula vivente ativa) e estes objetos são fortemente refugados por quase todos pois lembram nossa própria mortalidade, lembram de doenças, deficiências, anormalidade, o mal e etc.
No fundo do Vale da Estranheza está a sombra da morte que paira sobre todos os mortais.



Algum antídoto?



Absolutum

segunda-feira, 30 de maio de 2016

LIVRO: COLUNAS DO CARÁTER

Pense bem amigo, se eu tivesse condições de disparar um míssel até Vênus ou Marte(De quem são eles?), uma arma tão poderosa que destruí-se o planeta completamente, tal qual faz a Estrela da Morte em Star Wars, ou se eu pudesse causar qualquer dano na Via Láctea, uma ameba como eu, mesmo assim, por maiores que fossem os danos, se esmigalha-se um planeta completamente, se pudesse, mesmo assim, com toda destruição maximizada que fosse capaz de alcançar nestas matérias invivas, mesmo assim EU NÃO ESTARIA COMETENDO NENHUM CRIME, nenhum ato ilegal ou anti-ético. Talvez estivesse cometendo, ou infrigindo os direitos de cidadãos em um futuro remotíssimo que viessem a bioformatar aquele mundo. Mesmo que eu ensandecido, com um lança-chamas, no meio do deserto escaldante do Saara, começa-se a queimar as areias gritando como um louco, mesmo assim eu não estaria cometendo nenhum crime. QUALQUER DANO QUE EU CAUSASSE À MATÉRIA, (e eu simplesmente não posso causar dano a ela, mas apenas deformá-la das configurações que outros lhe deram.... ) eu não estaria cometendo nenhum crime, ilícito, ou transgressão. Apenas e somente apenas, se esta matéria fosse o suporte para seres vivos e pessoas senscientes (redundância?) e eu atingi-se, indiretamente a estes Viventes, através do suporte material eu estaria cometendo algum CRIME. De todos os graus do Ser, a matéria é o mais baixo. É impermanente, como bem viu Gautama, é na verdade, com o perdão da palavra, lixo reciclável, literalmente.
O crime de Danos Matériais, violação de propriedade, furto, roubo, crimes contra o patrimônio em geral, só são crimes porque estes objetos inexoravelmente, indireta ou diretamente atingem a subjetividade, a sensciência, a consciência. TODO CRIME É CRIME CONTRA A PESSOA. 
Direta ou indiretamente, mesmo os crimes contra o patrimônio histórico só o são crimes, porque violam o direitos das pessoas saberem ou usufruírem aquilo e não pelas coisas, objetos em si.
Mesmo os crimes ambientais, ecológicos, só o são crimes porque se prosseguirem, virão ulteriormente a atingir pessoas. Ora bolas! A humanidade devorou os animais durante toda sua história e nenhum maluco EXCETUANDO-SE ativistas recentes consideraram isto um pecado, um proceder prejudicial ou CRIME. Bem, é verdade que o Budismo desaprova matar animais...mas o sacrifício budista é um sacrifício monstruosamente insano (ou não) onde nem se pode pisar em formigas ou engolir um mosquito. Quanto mais um camelo.... É evidente, objetos não podem ser vítimas.  Embora apenas sofram o atos dos agentes, como passionais, que sofrem paixão, por serem apenas potenciais... sem nenhuma capacidade de praticarem nenhum ATO por si mesmos, para sempre inertes, somente movidos, não motores. Vítimas só o são pessoas....os objetos, as coisas, no máximo são MEIOS de vitimarem as pessoas/almas.

Se por um acaso um maluco dinamitasse uma parte do Grande Kanion americano, ele só seria preso, em última analise, não pelo Grande Canion em si mesmo, que não sente nada, mas por causa das pessoas que ficariam tristinhas em não poderem contemplar as lindezas naturais esculpidas em eões pelas águas já secadas. Compreenda, SÓ PESSOAS SOFREM DANO, somente um sistema nervoso acusa a dor, somente uma alma sabe sobre si, se dobra e desdobra sobre si mesma, coisas são inconscientes, SÃO MORTAS, por assim dizer. 


Se por uma acaso fortuito, eu, em alguma aventura no mato encontrasse um tesouro antigo, que fosse de uma civilização antiga desaparecida, eu, sem nenhum remorso, tiraria a coroa de ouro da cabeça da caveira do rei, levaria sua espada e escudo incustrado com jóias raras, e sairia contente e feliz pelo achado. Sem nenhum medo de ter violado os 10 mandamentos, o côdigo penal, o tripitaka, o talião, o alcorão, o codigo vedantino, os mandamentos Jides ou o côdigo de hamurabi. Como poderia roubar os mortos?
Se não há proprietário (PESSOAS) não há propriedade (coisas imersas na subjetividade de uma pessoa).  Talvés algum arqueólogo ou alegantes descendentes dos antigos proprietários pudessem reclamar de alguma coisa. Em parte, mas só em parte, ACHADO não é roubado. Veja bem. Já devolvi 4 (Quatro) telefones celulares que achei aos seus respectivos donos. Um eu achei na prateleira de um supermercado, outro eu achei desconjuntado na BR, no acostamento, os outros dois não me lembro exatamente no momento... Em todos os casos eu tinha a obrigação moral de esperar os donos ligarem ou eu mesmo ligar para restituir aos seus respectivos donos os seus objetos de posse. Se eu achasse uma quantia em dinheiro com nome e endereço, moralmente eu tinha que devolver o dinheiro, mas se não fosse nomeada, para sempre estaria impossibilitada de ser incluida na posse de alguém, aí sim, ACHADO NÃO É ROUBADO. Aí eu ia só curtir! 
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Tudo isto que eu disse acima é só para exemplificar algo sobre um livro que estou lendo, que não fala de química, nem física nem ciências em geral. Não fala de objetos, coisas ou corpos. Fala de "coisas" invisíveis aos sentidos, não fenomênicas. São relações de PESSOAS para com PESSOAS, umas com as outras ou consigo mesmas e até mesmo uma relação com uma PESSOA infinita e ilimitada. Estas "coisas" presentes na dinâmica intrapessoal, interpessoal e TRANSpessoal transcendente (que é o campo abrangido pela ética e moral) são tais como benignidade, mansidão, fidelidade, longaniminidade,  genrosidade, caridade, modéstia, amizade, confiança, coragem, esperança, tenacidade, perseverança e etc. Que não têm peso, nem largura. Este  livro COLUNAS DO CARÁTER escrito por S. Júlio Schwantes "visa fazer uma contribuição à tarefa espinhosa da reconstrução do cárater sobre bases duradouras...o autor acredita na eficácia e urgência de uma campanha de rearmamento moral". E este livro foi escrito há 36 anos atrás, na década de 80. Imagine hoje.  Numa civilização materializada, mergulhada na carne, aprisionada nos prazeres sensoriais, obtusa para as sutilezas éticas e morais e indiferente para qualquer coisas espiritual, onde pelo martelar persistente de barbaridades criminais vinculadas nas redes informáticas as pessoas fecham-se cada vez mais em suas células da colmeia social (Mateus 24:12 - Cada um no seu quadrado) e entregam todo o poder a um Objetão, um mecanismo controlador que é o Estado, este livro é uma lufada de ar puro numa atmosfera intóxicada.

Se não santo-herói-sábio como dá as dicas o livro, sejamos pelo menos pacatos cidadãos...

É isso...

sexta-feira, 20 de maio de 2016

A AGENTE DO CAOS

Em um filme do Batman, o seu rival arquiconhecido, seu aparentemente maior inimigo, o Coringa, apresenta uma motivação um pouco diferente dos outros filmes e quadrinhos, neste filme, aparentemente, o Coringa age causando o mal pelo mal, gerando o Caos, como uma forma, digamos, de arte, por assim dizer. Sem a costumeira motivação dos vilões em regra geral (riquezas, poder e etc). Alguns acontecimentos na vida cotidiana, algumas situações conflitivas, alguns atritos que talvez já estivessem próximos de uma solução pacífica podem ter um desfecho precipitado e letal, com a ação impensada de alguém, agindo este como um verdadeiro agente do caos, criando numa situação que já entrava em homeostase, em equilíbrio, uma desordem com consequências funestas. Foi isto que aconteceu um dia, numa ocorrência policial. A visão da mídia, sobre o que aconteceu foi esta AQUI. Não muito diferente da realidade, é verdade, mais com algumas imprecisões. Não quero, na verdade, de forma alguma me intrometer em julgamentos morais, éticos ou penais sobre o que aconteceu e não vou nomear ninguém, vou apenas transcrever o relato dos fatos, vou apenas, esquecendo os agentes envolvidos, me ater a narrativa do acontecido e extrair uma lição moral e social. Uma advertência para que sejamos mais prudentes com o que fazemos e falamos. Transcrevo então o acontecimento, e a sequência de fatos que resultaram no óbito do cidadão mencionado na reportagem linkada acima. Preste atenção nas partes destacadas:

"... Antônio Edson Valente, vulgo “Alex”, utilizando-se de uma arma branca, ameaçava matar sua companheira (...) e o enteado (...) . No local, o Sargento PM (...) teria verbalizado no sentido de fazer com que Antônio Edson largasse a arma e se entregasse, mas como o infrator encontrava-se alterado, inclusive desferindo golpes de faca em seu próprio corpo, não acatou a ordem policial. Então, durante a negociação, apareceu no local a Sra. (... agente do caos) e gritou o seguinte: “se entrega vagabundo!”, nisso Antônio Edson partiu para cima de (...) ameaçando matá-la, foi quando o Sargento PM (...), objetivando cessar a agressão, efetuou um disparo para cima, mas como o agressor continuou avançando na direção da testemunha, o Sargento efetuou um outro disparo, o qual veio atingir o peito esquerdo de Antônio Edson, (na reportagem linkada diz-se que foi no abdômen)  o que resultou na morte da vítima ainda no local da ocorrência. Na oportunidade, o Sgt PM (..), após registrar as ocorrências, se apresentou espontaneamente à autoridade policial.

Das diligências realizadas, verificou-se que no dia 30/10/2011, os policiais militares: 1º SGT PM (...) e o CB PM (...) estavam de serviço de Rádio Patrulha, no DPM de (...), quando por volta das 12h30min, foram acionados para atender uma ocorrência de “tentativa de homicídio” na rua (...), nº (...), centro. No local os policiais encontraram Antônio Edson Valente, vulgo “Alex”, no interior da residência, completamente alterado e agressivo, tendo o mesmo já se autoflagelado utilizando uma arma branca corto–contundente, e ainda estava ameaçando ceifar a vida de sua cônjuge (a reportagem diz que era amante) a Srª (...) e do enteado (...). Os policiais deram inicio a verbalização, na tentativa de convencer Antônio Edson a se entregar e ser levado até o hospital para tratar das suas lesões, o qual após uma longa negociação concordou em acompanhar os policiais, na condição de ir no banco da frente da viatura, o que foi aceito pelos policiais militares, (situação resolvida, conflito solucionado e então...) porém no momento que Antônio abria a porta do veículo, apareceu no local a Srª (...a agente do caos) , desafeto de Antônio, e começou a agredi-lo verbalmente, gerando descontrole e fúria em Antônio que se voltou correndo em direção da mesma para agredi-la e devido as circunstancias o 1º SGT PM (...) na tentativa de deter Antônio utilizou a arma cautelada para o serviço e efetuou dois disparos de arma de fogo, resultando em seu  óbito ainda no local da ocorrência. O Oficial Encarregado do (...inquérito...) concluiu em seu Relatório, que com base nas provas periciais e testemunhais, ficando comprovado a materialidade e a autoria do crime de homicídio, tendo como autor o 1º SGT PM (...) e vitima o civil Antônio Edson Valente, entretanto, ressalta que as circunstâncias em que ocorreram o crime, existem as causas legais de excludente de ilicitude..."

 (...) 

É, a Senhora numa intromissão escranzinada, com apenas uma frase: "Se entrega, Vagabundo!"  gerou a morte do civil e trouxe um problemão para o militar.

Como disse o Coringa:

"A loucura é como a gravidade, só precisa de um empurrãozinho..."

Ou como afirmou o Rei Salomão no livro bíblico de Provérbios:

"A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto". - Provérbios 18:21

Absolutum.