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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

QUADRA MALDITA

Recentemente assisti a dois filmes que achei razoavelmente bons. Um foi sobre caçadores de baleias (parece que a palavra pesca só serve para bichos pequenos e só peixes, não se pesca répteis nem mamíferos?)( NO CORAÇÃO DO MAR) e o outro JOGOS VORAZES, uma guerra num mundo opressivo alternativo, ou algo assim. Nós dois filmes os momentos mais emocionantes ou os turn points atigiram uma coisa que eu havia percebido há muitos anos atrás. O pico do filme, o momento mais dramático se deu quando eles em seu transcorrer ultrapassaram  supinamente o limite do ético e do moral esperado, quando foi gerada uma anomalia paroxística e aberrante da média das violações sociais esperadas e aceitáveis. Estes momentos do filme que menciono exemplificaram um tipo de TABU que eu havia percebido quando tentava escrever um livreto há um tempo atrás. Metaplasmei e contrai o livreto para o formato de uma postagem blogística. (O BODE EXPIATÓRIO) Estava pesquisando outro assunto quando a perfuratriz bateu na laje emperrou e começou ranger. Parei, retirei a sonda e busquei outro local mais maleável, mais confortável. Mas deixei registrado para quem sabe no futuro voltar a atenção para este tema desconcertante. Pela primeira vez na vida vou me autocitar para melhor esclarecer sobre o assunto que menciono:

Antes de fecharmos o texto (...) antes de atingirmos o clímax, gostaria de mencionar de passagem, dois desdobramentos que a pesquisa desta monografia nos apresentou. Uma não foi uma descoberta dessa pesquisa, mas um insight do Livro de Robert Richards, Sexo, Desvio e Danação, as minorias na Idade Média: nela ele nos apresenta a tese de que as minorias são acusadas não só das mesmas coisas que os primeiros cristãos foram acusados, como do que todos os outros povos, sejam pagãos ou não, acusaram os outros satanizados, ou seja, de ORGIAS, INCESTO, CANIBALISMO E INFANTICIDIO...


... estas práticas sendo a última barreira que nos separaria dos animais irracionais. Os "preconceituosos" satanizam então o outro ideal, com o que de pior pode haver no espectro moral, sendo estas coisas, um padrão recorrente nas acusações, no livro acima mencionado as minorias que tiveram acusações paralelas foram, os hereges, os bruxos, as prostitutas, o leprosos, os homossexuais e os judeus, sem falar nos mouros. O interessante é que no raiar da cristandade quando os bodes expiatórios eram os cristãos, eles antes de serem jogados aos leões, eram acusados de realizarem orgias, comerem crianças após sacrifícios hediondos e terem sexo interparentais. Lembro aqui novamente da acusação de que os comunistas comiam criancinha, um patente uso disto que estou me referindo. Sobre esta quadra terrível, ou seja,canibalismo-infanticidio-incesto-orgias, que se nos apresentou como sendo, se fossem praticas institucionalizadas, o último estágio na desagregação social e na destruição da raça humana, no mínimo, de seu caráter ontológico, não na sua biologia, mas em sua esfera cultural como HOMO SAPIENS SAPIENS. Estas acusações extremas nos revelaram que o bode expiatório é no fundo uma ameaça virtual a civilização, no imaginário do perpetrador...

...

... eu poderia aventar a hipótese de que este sonho, não seja apenas meu mas um sonho do inconsciente arquétipo coletivo dos homens e que seu temor ao outro, e o ódio ao outro e sua conseqüente satanizaçao e eliminação seja um medo atávico de que um dia isto realmente possa vir a acontecer numa humanidade futura e distante, onde o id governe soberano, os impulsos do tanatos sejam supremos e a cultura nada valha, onde os tabus, barreiras-pilares da civilização contra o incesto, as orgias, o canibalismo e o infanticídio tenham sido demolidos e com ela nossa humanidade. Sendo assim, seria o bode expiatório e sua destruição, uma destruição da ameaça a nossa humanidade, ou nossa civilização, numa falsa mitologia sacrificial. Esta realmente uma “ameaça fantasma”, ameaça esta que estaria dentro de nós mesmos, mas que projetamos nos outros...



Os dois momentos dos filmes que mencionei que  passaram além, que ULTRApassaram  as linhas desta quadra delimitante foram em :NO CORAÇÃO DO MAR o momento (spoiler) em que os sobreviventes do naufrágio do baleeiro se viram obrigados a CANIBALIZAR seus colegas, onde chegaram até mesmo a sortear quem seria a próxima vítima. Os momentos mais tensos, mais macabros do filme são quando isto é explorado. E é este ponto, (depois do ataque inesperado da baleia também) a coisa que todos queriam esconder. A abominação que o protagonista principal escondeu por décadas até mesmo de sua esposa. E que Herman Melville que escreveu MOBB DICK ocultou também. Somente culturas tribais em muitas partes do mundo foram canibalísticas, mesmo assim preservando os outros elementos da quadra. Geralmente foi em culturas monoteísticas e principalmente na Abraâmica que inclui o cristianismo-judaismo-islã que este OBJETO ESPECIAL que é o corpo humano foi tão dignificado, e protegido de uma profanação tipo a ANTROPOFAGIA. nos outros tipos de culturas isto é mais tolerado, mesmo no budismo tão certinho (quando toca em assuntos relacionados  ao corpo humano) este tabus são mais softs, como por exemplo os monges se autoincinerarem ou em lenda de monges se oferecerem para saciar a fome de oncinhas que estavam a baira da inaninção. É como se estas culturas tribais ou politeísta (ou Uteísta como o budismo) estivessem um pouco de fora do contorno das linhas antropogênicas que delimitam a figura humana. E o canibalismo abordado No Coração do Mar é um dos elementos desta figura. Por isto é tão chocante.

Em Jogos Vorazes todo o filme muda e o desfecho chega acelerado quando ocorre o tabu do INFANTICÍDIO perpetrado por um dos vilões, mais precisamente uma vilã, no filme. Todos se voltam contra o presidente Snow quando ele supostamente teria ordenado o bombardeio de crianças.  Sedo este INFANTICÍDIO o fator deslegitimador imediato do reinado deste ditador, colocando o país, a torto e a direito, contra ele.  Novamente em volta do globo culturas tribais e mesmo antigos povos em civilizações em estágios mais adiantado praticararam o INFANTICÍDIO. Em muitos casos, como o CANIBALISMO, o INFANTICÍDIO foi perpetrado sob o véu do RITUAL. Canibalismo ritualistico, infanticídio ritualistico. Para acabar de lascar tudo em muitos casos era os dois numa só cajadada. 

Como este assunto é muita areia para meu caminhão, admito, vou deixar aqui apenas registrado para os devidos fins de direito, sem dar maiores desenvolvimentos eu exemplificações contudentes. Quanto aos outros dois elementos AS ORGIAS e O INCESTO não mencionarei. Quanto as orgias a industria pornográfica está aí. Quanto ao incesto nunca assisti a um filme com este tema. Os dois são barreiras-tabus civilizacionais de cunho sexual. Parece que o incesto tinha incidência na elite Egipcia antiga. Para terminar:
Tanto os céticos-materialistas evolucionistas, como os espiritualistas-dogmáticos afirmam que as origens do homem não são exatamento de acordo com a forma como ele é hoje. A humanidade veio da animalidade dizem os primeiros ou seja veio do infrahumano. A humanidade tem origem espiritual, de Deus, dizem os segundos, ou seja tem origem suprahumana. Nós dois casos, os dois rivais culturais-filosóficos-ideológicos-etc estão de acordo num ponto. A maleabilidade, ductilidade, o humano pode ir para cima ou para baixo, evoluir ou involuir (a Queda). Os homens podem se torna SANTOS-SÁBIOS-HERÓIS ou PSICOPATAS-IDIOTAS-CRIMINOSOS. A figura humana, a forma humana, como até mesmo os transhumanistas concordam, não é pronta e acabada. Os animais serão sempre animais, os anjos serão sempre anjos. Somente os humanos podem ser superiores aos anjos ou inferiores aos animais. O enquadramento, o esquadro, o compasso, as coordenadas que balizam, amoldam, mantêm esta forma humana temporária passam por não violar os tabus constantes nesta quadra que mencionei: canibalismo-infanticídio-incesto-orgias.  Sendo estas coisas e seus derivados uma coisa que as culturas espiritualistas começaram  gradualmente a proibir há muito tempo. Gradualmente configurando-nos no que nós somos hoje: humanos. Disciplinando o sexo formo-use a família (anti-orgia), proibindo o incesto expandiu-se a raça humana pelo globo. Desnecessário falar sobre o infanticídio (onde o aborto está incluido) e o canibalismo. Nesta sentido as religiões é o cristianismo principalmente, foram o elemento primordial na antropogénese humana e as ideologias de fundo cientificistas hoje, são as principais forças responsáveis pela tentativa de arrastar a forma humana, a humanidade para uma região inferior ou infernal. 





ABSOLUTUM

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

POSTANDO UM LIVRETO

Por volta do ano de 2003 ( há doze anos) estava fazendo faculdade. Curso de  Licenciatura em História (Não conclui o curso, jubilei). Nesta época me  meti a escrever um livreto sobre um tema psicológico-social-antropológico. O uso do mecanismo do Bode Expiatório. Por acaso achei o texto outro dia no HD.
Tive a idéia de postá-lo mas não daria para colocar aqui do jeito que estava. Era demasiadamente tendencioso ideologicamente, por influência do curso que fazia e alguns trechos meio que bizarros. Então meti a tesoura e comecei, relendo o texto, a amputar as partes ideológicas e as aberrações e erros de raciocínio.
Como apesar de tudo achava que havia algo de bom no texto, mesmo apesar das anomalias, meti a bateia e comecei a depurar até ficar apenas o que interessava ao tema profundo. Fazendo uma operação plástica, tirando toda excrescência, gordura, pelancas, colocando as juntas desconjuntadas no lugar, tentando colocar o corpo amorfo de pé, no final de todo o esforço sobrou esta postagem: O BODE EXPIATÓRIO.
Passando minha enorme espada (assim imaginava) no esmeril do tempo, na discricionariedade cognitiva, no reajuste sob outra ótica vivencial, sob outro sinal ideológico, ficou-se apenas um pequeno canivetinho, que se por um lado não dá para pedagogicamente ilustrar um fenômeno real em toda sua magnitude, pelo menos, por outro lado dá para trazer um VISLUMBRE, um flash, uma desconfiança sobre qual seja as origens do mal no mundo e uma forma de minimizar seus efeitos.
Do livreto que escrevi, tudo que sobrou foi esta postagem que mostra um fenômeno real, que sempre atuou no mundo que moldou a história humana, talvez eu não consiga explicá-lo em toda sua extensão e gravidade, mas me sinto satisfeito de chamar a atenção para uma coisa importante:




Absolutum.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

ENSAIO 01/2010

PSICOPOLÍTICA
Há muito venho observando que em crimes de ódio, crimes verdadeiramente de ódio e não em hiperbolismos politicamente corretos que hoje se atribui a um simples xingamento, existem duas modalidades, duas direções da "seta" da ação destruidora do autor do delito. Uma do conjunto para o elemento e outra do elemento para o conjunto. Por exemplo o crime do sul-coreano Cho Seung-hui é exemplo da parte que ataca o todo, o crime de um serial killer é um exemplo de um "todo" que ataca uma parte. Coloco entre aspas porque este "todo" significa uma introjeção psiquíca que o atacante padece. 
A um atacante, um franco-atirador chamamos assassino em massa, a um homicída que mata sequencialmente chamamos de obviamente serial killer. Percebi já há algum tempo que nestas duas modalidades de agressão existem algumas peculiaridades  que as diferenciam radicalmente, não só quanto ao fator matemático do número de vítimas,( o assassino em massa, procura destruir o maior número possível em uma menor duração de tempo, o psicopata clássico mata durante uma duração de tempo longa, apenas na maioria, uma vítima por vez.), mas também quanto as motivações individuais, os estados subjetivos do autor da façanha maligna, que percebi no dois casos serem antagônicas em um sentido "POLITICO", ou "ideológico."
Quero dizer aqui sentido político-ideológico não na direção cognitiva, racional, mas eminentemente emocional, passional. O assassino em massa tem motivações (motivações mesmo, de emoção) e não razões, que são em essência uma materialização de todo um discurso de ESQUERDA. No outro extremo o serial killer apresenta sentimentos no momento do ato ímpio que o coloca em sintonia com um discurso de DIREITA.
Vou explicar melhor mais a frente do que estou falando.
 Por isto então, baseados nestes significados políticos , tentaremos explicar metaforicamente uma ação causada por distúrbios psicológicos profundos(com componentes emocionais secretos é claro)  que causam estragos sociais e éticos consideráveis.
Denominei ao esquema de  classificação destes dois tipos de homicídas de PSICOPOLÍTICA, embora saiba que este termo já exista para designar  outros assuntos. A Psicopolítica como um mecanismo de classificação  de crimes de ódio apresenta os seguintes conceitos:
HOMICÍDIO PSICOPOLÍTICO.
Ato de matar pessoas por motivações de ódio extremo, já anterior a ação, de duração prolongada, cujo objeto de ódio não deu causa a ação, que devido as motivações PSICOSSOCIAIS do perpetrador se classificam em:
HOMICIDA DE DIREITA
É o serial Killer, o psicopata clássico, que sucumbiu aos vetores de forças sociais que agridem o indivíduo; ao jogo implicito de forças dentro de uma sociedade, que visa descriminar determinados individuos e premiar outros. O homicida de direita incorporou em sua psique o ódio a minorias, aos marginalizados, a parte defeituosa da sociedade, ele dá vazão as forças latentes na hierarquia social. Para comprovar minha tese bastar elencar as vitimas dos serial killers que são quase sempre esta parte frágil da sociedade. O dextro-homicida odeia o fraco, pois suas vítimas são mulheres, crianças, ou pessoas que portam alguma  peculiaridade  que a INDIVIDUALIZA, onde a morte desta vítima satisfaz alguma fantasia de poder do autor. O dextro-homicida psicologicamente simboliza a sociedade que se opõe ao indivíduo e desta forma se identifica com estruturas socais antigas como os espartanos que sacrificavam bebês defeituosos ou os nazistas que extermiram minorias e  elementos defeituosos da antiga alemanha. O dextro-homicida sucumbiu ao mecanismo do bode expiatório de que falou René Girard sobre a coletividade homicída e então, o mesmo, dá vazão de forma mais acentuada ao que existe de forma latente dentro do comunidade. Busque no Google ou outro mecanismo de busca pelo nome de psicopatas famosos  e trace o perfil de suas vítimas que na maioria se enquadrara no conjunto de pessoas problemáticas como homossexuais ou prostitutas, idosos e outros. Que os principais antagonistas de minorias (aparentemente)  sejam pessoas "à direita" do espectro politico engloba nosso dextro-homicida como um agente executor destas minorias em obediência as forças destrogênas
HOMICIDA DE ESQUERDA
O Sinistro-homicida será complementar e opositivamente então aquele que se vingará da agressão da comunidade/sociedade contra o indivíduo, sendo então sua ação o oposto da do dextro-homicida. Se este último aje, metaforicamente falando, de forma comprida e fina, ao longo do tempo, com uma vítima por vez, o dextro agirá de forma CURTA E GROSSA.
 Busque novamente no google sobre atentados em massa, incluindo o 11/09 e verá que o leitmotiv será a vingança contra a sociedade, o status quo, ou em casos de escala reduzida um maluco que se vinga da comunidade que o rejeitou, de uma empresa que na cabeça do pertubado seja a culpada pela sua falência socio-economica, ou de um escola que rejeitou um marginalizado. O sinistro-homicida é o bode expiatório vingador, quando o vetor agressivo vem da sociedade para este indivíduo, este ao invez de introjetar esta agressão , indentificar-se com as estruturas sociais e passá-la opressivamente para um mais fraco, volta-se contra toda a coletividade homicida. Geralmente em discusões ideologicas quando ocorre um crime os direitistas afirmam taxativamente que a culpa é quase toda do individuo, opositivamente os esquerdistas explicam que a responsabilidade pelo crime é da sociedade, o criminoso é absorvido como uma vítima da sociedade. Creio por intuição e não por estudo sistemático e atencioso que este quadro do forças é analógico a dinâmica, nas linhas causais, de homicidios praticados por assassinos em massa e assassinos seriais. Por dextro-homicidas que odeiam concentrada e individualmente e por sinistro-homicidas que odeiam expandida e coletivamente. Não tenho as qualificações nem tempo para examinar e estudar este assunto profundamente por isto levanto-o ensaísticamente sem provas para que alguem mais habilitado posso desvendá-lo com um estudo sistemático.
Gostaria de lembrar aqui que esta é uma classificação de motivos passionais, uma simplificação metodica, que não deve estravazar para o campo realmente político ou ideológico. Tomo os conceitos destas áreas e os usos como uma analogia de caráter psicológico apenas.
O Dextro-homicida se identifica com a sociedade agressora e ataca um individuo.
SOCIEDADE > INDIVIDUO
O Sinistro-homicida se identifica com o individo injustiçado pela sociedade e se vinga.
INDIVIDUO > SOCIEDADE
O filósofo Olavo de Carvalho diz que os criminosos em uma sociedade atualizam as tentências negativas que existem no coração do pacato cidadão  comum, uma forma dialética e longínqüa de possibilitar uma margem de manobra para que atenue o poder coercitivo da sociedade como um todo.
"Cada delinqüente, por definição, dá expressão física e manifesta às tendências malignas latentes na alma dos seres humanos em geral, inclusive os melhores deles. Nenhuma vítima de homicídio pode proclamar que o desejo de matar está totalmente ausente no seu coração
A diferença entre ela e o assassino não é de natureza, mas de proporção"

"Até um certo ponto, a inversão retórica é tolerável. Ela serve como um atenuante relativista da confiança que toda sociedade tem na sua própria bondade." (Inversão retorica e realidade invertida)


 Quando estas tendências negativas são atualizadas por um mecânico que estupra e mata meninos  ou por uma gangue alcoolizada que espanca e queima um mendigo ocorreu um dextro-homicídio, quando um demente vai a um cinema munido de uma pistola  e abre fogo em todas as direções sem discriminar ninguém, não está atacando um individuo e sim a sociedade e por isso ocorreu um sinistro-homicídio. Um homem-bomba é um sinistro-homicida. Jeffrey Dahmer que matava homossexuais, ou Jake, o estripador que matava prostitutas é o classico dextro-homicida.
É claro que este assunto está sendo abstraído idealmente e na dinâmica do mundo real às vezes os dois tipos estão fundidos como no caso de Hitler que exterminava "o judeu", "o cigano" ou o "homossexual" como um dextro e ao mesmo tempo como um sinistro-homicida atacava o sistema maior capitaneado pelos Estados Unidos. Ou como no caso de traficantes que queimam ônibus e aterrorizam a sociedade como um todo (sinistramente) ou vendendo drogas individualmente para crianças indefesas nas escolas(destramente).
Podemos dizer também , com respeito a Igreja,  dentro desta analogia, que a Inquisição obedecia a um comando dextro-homicida quando torturava e matava hereges individualmente, e a um comando sinistro-homicida  quando, nas cruzadas, saia para combater o mundo mal mouro.
E você? Odeia as partes ou o todo? Neste sentido em que estou falando, tem tendências sinistras ou destras?
Creio ter intuido algo digno de ser considerado atentamente.
ABSOLUTUM

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Sugestão: Se você se interessou por este ensaio veja este outro texto que faz uma espécie de reflexo invertido simétrico deste post:  HERÓIS DE ESQUERDA X HERÓIS DE DIREITA




Postando no corpo do texto mesmo:
Fernando...

Parece estar havendo problemas no sistema de comentário de seu blog. Tentei postar no PSICOPOLÍTICA o seguinte comentário:

Caro Ferando...
Excelente o texto, que dá início a possibilidades abrangentes de investigação.
Só contesto um único parágrafo, quase ao final, ao falar de Hitler, porque este não atacou um sistema capitaneado pelos EUA. Na verdade Hitler nunca teve intenção de atacá-los, mas sim apenas a Europa, e até o fim tentou uma trégua com as forças norte americanas para poder se concentrar contra os soviéticos. Acho que os nazistas ficam apenas no grupo dos Dextros.
Também não vejo os traficantes como "vendendo" drogas a inocentes. Eles as vendem a quem quiser, e puder, pagar. Além disso, incorporam em vários níveis um discurso de revolta contra a situação social, visto emergirem em geral de classes pobres. Creio que são basicamente Sinistros, tendo, por outro lado, uma "verve" comercial.
Atente para o fato dos dextro-homicidas serem sempre anônimos, e os sinistro sempre públicos, e veja que isso também pode ser relacionado a temas políticos mais abrangentes.
Sabemos claramente quem foram os revolucionários e os militantes de esquerda em geral, mas não quem foram exatamente os agentes da repressão.
E observando fóruns e brigas entre bandos de esquerdistas e direitistas, notem que os últimos lançam mão do anonimato com uma predominância muitíssimo maior.
Ou seja, mais um aponto para a sua análise, por o dextro, por encarnar uma representação da sociedade, se dilúi como indivíduo, agindo apenas como mais um instrumental do sistema. O sinistro, mais uma vez, afirma sua individualidade contra o sistema.
Mais uma vez, parabéns.
Marcus Valerio XR
www.xr.pro.br



Heróis de
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Heróis de DIREITA

quinta-feira, 11 de maio de 2017

LIVRO: RELIGIÃO PARA ATEUS

Este eu comprei nas Lojas Americanas aqui em minha cidadinha. RELIGIÃO PARA ATEUS de Alain Botton. De acordo com o Escritor, o objetivo do livro não é precisamente trazer uma confirmação lógico-científica de que Deus não existe (foi o que eu entendi até agora) mas uma tentativa de  criar um método de extrair para uma SOCIEDADE SECULARIZADA ATEÍSTICA as coisas boas da RELIGIÃO, como por exemplo as músicas, arquiteturas, pinturas e etc. Uma cultura sem base metafísica, sem sobrenatural. Pinturas sem anjos ou demonios, ou seja o escritor que criar um mundo ATEU mas com os benefícios que a religião proporcionou à humanidade ao longo da história, extrair uma espécie de TECNOLOGIA ESPIRITUAL ou de origem espiritual. Ele  quer comer o abacate apenas, sem o caroço duro no núcleo, que para ele é DEUS. Um absurdo para ele. Só gostaria de saber por qual outro motivo se contruiria um colosso destes se  não fosse para homenagear a melhor de todas as criaturas que Deus jamais criou em todos os tempos e lugares. A rainha do anjos.
Para o que ou quem um ATEU construiria um monumento, uma homenagem permanente? Espero encontrar a resposta no transcorrer da leitura deste livro. Achei um livro instigante e o coloquei na dianteira de meus afazeres postergando outras pesquisas. Desde já antevejo no autor um filhotinho do Anticristo, um mamolengozinho dele, um bonequinho de ventríloco propagando os objetivos da Besta-fera futura. Besta é animal de carga. Para o ateu o homem é só mais um animal. E uma sociedade secularizada, ateística, sem transcendência, sem sobrenatural é o que deverá ser criada. Uma CIVILIZAÇÃO DA IMANÊNCIA TOTAL, da TERRESTRIALIDADE ABSOLUTA como disse um tal de Grasmci, onde a população condicionada plavloviana e behavioristicamente marcada como gado não deixará de ser um povo marcado, ei, povo feliz! como disse o poeta, mas feliz com a cultura, arte e etc que as religiões extintas deixaram como um manto de um crucificado que os soldados disputam. Destruir a APREGOADA CONEXÃO COM O SOBRENATURAL como disse Skinner é a sacação que este filho de judeus ateus pretende trazer ao reino das idéias. Tendo tido uma familia feliz balizada pelas estruturas psicosociais advindas da comunidade judaica, mas sem a crença em Deus, o escritor que dar ao mundo a expansão de sua singularidade idiosincrática abrangendo toda a civilização, se aliando inconscientemente com objetivos antigos e maiores e de potestades de magnitude temíveis. Mas vamos lá senhor Alain Botton, sua premissa é saborosa admito, e sua proposta é criativa e instigante. Vamos ler. Advertido das penas cominadas ao falso testemunho, inquirido respondeu que...
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LENDO O LIVRO
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Mesmo este monumento não sendo dedicado a seres sobrenaturais, foi dedicado a uma criatura muito amada.... (esposa)


Uma civilização sem transcendência, uma cultura animalesca terrestrializada... hum.... como seria?

LENDO O LIVRO (11/05/2017)

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Ao contrário de um outro livro que eu tinha tentado ler chamado A LEITURA PROFÉTICA DA HISTÓRIA que admitindo a premissa da transcendência temporariamente apenas como uma projeção 'egóiga" gnóstica  para transmutar o mundo a sua vontade usando como desculpa a injustiça social, um livro que usa uma língua de cobra bifurcada cujo contorcionismo de partes contraditórias mescladas raia uma obra prima de duplicidade, uma esquizofrenia monstruosa, este outro livro aqui, que apreciamos no momento tem o direito ao elogio por ser sincero, direto, honesto, mostrando a que veio, não sinuoso, pegajoso como o outro. Ao passo que Religião para ateus diz escancaradamente que quer fechar a metafisica e usar o que sobrar de bom que por ventura possa ter vindo, ou ser eco de regiões sobrenaturais para si, Leitura profética rotaciona a cosmovisão e imanentiza o transcendente usando de malabarismos contrainiciáticos terríveis. Não me admira da Virgem Santíssima em La Salette chamar os teologos da libertação de cloacas de impureza. Sempre preferi os positivistas/iluministas aos socialistas/comunistas pelo fato de os primeiros serem demonios menores, tendo aparentemente o brilho excelso da honestida e sinceridade. No caso dos dois livros em um, o ateus quer que você seja um animal sem alma, no caso do teólogo da libertação, ele quer que você seja um demonio vendo tudo pelo avesso, o primeiro amputa o céu da terra, o segundo troca um pelo outro.
Na página 10 o autor mostra uma imagem, um quadro de Santa Inês e afirma que ela provavelmente era apenas uma pessoa bem legal. Quantos pessoas bem legais, pergunto eu, se enclausuram em um convento e sacrificam a vida social e familiar por uma coisa sobrenatural suprasensível?
Na página 11 a premissa principal é honestamente exposta:

"...nenhuma religião é verdadeira num sentido "concedida-por-Deus"..."

Na página 12 o escritor deixar escapar o fantasma de seus pesadelos, ou seria seu bode expiatório que precisa ser sacrificado para a vinda do mundo perfeito?:

"Num mundo ameaçado por fundamentalistas religiosos ou seculares, deve ser possível equilibrar uma rejeição da fé e uma reverência seletiva por rituais e conceitos religiosos."

"...pode haver uma maneira de me relacionar com a religião sem precisar endossar seu conteúdo sobrenatural". 

Pergunto eu, sem sobrenatural com que coisa ele se relacionaria dizendo que era religião? Uma religião como o próprio nome diz é uma ligação com o Céu, com o Tal, com o Nirvana, com Alá, com Jeová, etc. Que coisa seria esta que ligaria  imanência com imanência, como uma ouroboros se fechando num curto-circuito? Ou existe uma virgem por trás e acima de uma representação tridimensional miniaturizada, como ele define as imagens, ou não tem sentido, não há vantagem alguma você ter aquela imagem...
Se não é para erguer estátuas e monumentos, edifícios e construções para entes maiores do que nós, pelo menos idealmente, para quem ergueriamos estes colossos? Para Lenin, Stalin, Hitler? Quem sabe este aqui?

Na página 17: "...é difícil não ficar fascinado por exemplos dos movimentos de maior sucesso educacional e intelectual que o planeta já testemunhou". Isto diz ela das religiões.

E na página 23 uma observaçãozinha dela que não tem muita coisa haver com o assunto mais achei interessante e verrosímil: "A SOCIABILIDADE PARECE TER UMA RELAÇÃO INVERSA À DENSIDADE DA POPULAÇÃO." Exato cara!
E sobre o mundo moderno: "Trancados em nossos casulos privados, a mídia passou a ser a principal maneira de imaginar como são as outras pessoas e como consequência, esperamos que todos os estranhos sejam assassinos, golpistas ou pedófilos - o que reforça o impulso de confiar apenas nos poucos indivíduos que já foram selecionados por redes familiares e de classes."

Na página 27: "Uma missa católica não é, com certeza, o habitat ideal para um ateu. Muito do que se diz é ofensivo à razão ou simplesmente incompreensível." - Tirando provavelmente o dogma do deus que é um e três ao mesmo tempo não vejo nada de ofensivo a razão ou lógica ou que seja incompreensível. Uma dimensão de pura cognição, pensamentos e sentimentos separados da matéria, não como epifenômeno, mas fundamentados em si mesmos, um INTELECTO sem base biológica, orgânica mas de outra natureza desconhecida, mas que provisoriamente damos o nome de espiritual não me é ofensivo a razão nem acho que seja incompreensível. Uma analógia imperfeita: O Cêrebro é o mundo material e a mente o espiritual, a terra e o céu. As religiões jamais transgridem o principio de indentidade, de não contradição ou terceiro excluido. Um machado flutuar não é insano se outra força estiver atuando, como o magnetismo por exemplo.
E aqui um negócio que achei poético, falando o escritor sobre religiões:
"Elas nos dão versos para recitar e músicas para cantar enquanto nos transportam através das regiões traiçoeiras das nossas mente"

Na página 56 o escritor nos choca com uma orgia explícita em um restaurante dizendo que poderia ser a substituição dos velhos Ágapes antigos.

Na 79: "O catolicismo percebe que há uma vantagem em sermos capazes de ver nossos amigos ideais espalhados pela casa em representações tridimensionais miniaturizadas." - É exatamente assim que eu as encarava e ao contrário dos protestantes em nenhum momento jamais achei que fossem outra coisa e com um pequeno diferencial do escritor estes amigos além de serem ideais também são reais. As imagens são apenas representações, é que saber de algo mais? Eu nem mesmo acho que os santos sejam humanóides, pois só o que tem figura é o que existe no espaço-tempo e é submetido aos sentidos. Eu não concebo Jesus ou Nossa Senhora com braços, pernas ou olhos... São pura subjetividade, só não mais puros porque não são Deus e por isto de alguma forma para Ele também são objetos.
Na pagina 107 uma coisa realmente esquisita, em um relicário o queixo de Santo Antônio de Padúa (c.1350) que segundo o autor e presumo que ele aprendeu dos católicos tinha uma lábia poderosa:


Com todo respeito, é esquisito.

++++++++++

"Como este capítulo sugeriu, a cultura está mais que devidamente equipada para confrontar nossos dilemas sem precisar se apoiar em dogmas religiosos."

Cultura x Dogmas religiosos. Pelos séculos dos séculos, desde priscas eras em que o homem deambulou pela face da terra não só os dogmas mas também, os ritos e mandamentos advindos deles vieram de uma raiz presumidamente transcendental.  A cultura devidamente equipada para confrontar nossos dilemas sem apoio de Dogmas desde que o mundo é mundo foram:
A da revolução francesa positivista-iluminista
A do comunismo 
O nazismo tinha um negócio meio espirita.
E estas culturas só trouxeram morte e destruição.
Se o homem é bicho, acabou, ateu!

Sempre antes de estas culturas tentarem ser iniciadas uma senhora espectral contrarevolucionária já entra em ação avisando que a vaca irá para o brejo.


"Os maus livros abundarão sobre a Terra, e os espíritos das trevas espalharão por toda parte um relaxamento universal em tudo o que se refere ao serviço de Deus". - La Salette

Ela tá falando deste livro mesmo opá! Mas no caso deste não é relaxar, é extinguir mesmo.

"Os governantes civis terão todos um mesmo objetivo que consistirá em abolir e fazer dessaparecer TODO PRINCÍPIO RELIGIOSO,  para dar lugar ao MATERIALISMO, ao ATEÍSMO, ao espiritismo e a toda espécie de vícios." (Aparição da Senhora de La Salette).

-E você ainda não acredita em profecias (nem mesmo no efeito nostradamus?) sendo que neste caso este livreto cumpre a risca o que disse aVirgem Santíssima a mais de um século atrás.





prossegue