quinta-feira, 30 de julho de 2015

PIXELS X ÁTOMOS


"Saudações Guerreiro Estelar! Você foi convocado pela Liga Estelar para defender a Fronteira contra Xur e a Armada Ko-Dan". Esta frase eletrizante iniciava um jogo de guerra espacial naquelas antigas máquinas de game no filme O Último Guerreiro Estelar. A máquina na verdade era uma sonda de recrutamento para selecionar guerreiros talentosos para uma batalha espacial no mundo real. A premissa de enredilhamento da narrativa era que o protagonista se tornara tão bom dentro daquele mundo virtual que suas habilidades poderiam ser transposta para o mundo físico (o jogo é físico também), ou melhor para o mundo real (o jogo esta dentro do mundo real também), ou melhor para o mundo extra-digital, tridimensional-corpóreo (assim está melhor). Na primeira vez que assisti tinha 10 anos é gostei muito. 

Depois de 30 anos, nesta semana, assisti outro filme que me lembrou deste. A premissa é um pouco parecida, mas enviesada, retorcida. As habilidades dos protagonistas desenvolvidas num apego obsessivo sistemático aos games são usadas numa guerra no mundo real também. Mas neste caso é contra um ataque alienígena à Terra perpetrado por seres que enviam máquinas (ou algo do tipo) baseados e inspirados em Jogos da linhagem de Pac Man (Come-come), Centopéia, Donkey Kong e outros das antigas máquinas de Fliperama. Os mocinhos são uns nerds (quase geeks) fracassados socialmente (e afetivamente), tipo assim uns zé-ninguém que se tornam heróis universais salvando o mundo inteiro fazendo o que só eles sabiam fazer: serem campeões de games. 
Vale o ingresso, principalmente para quem atravessou os anos 80 na infância. Os mais novos e os mais velhos talvez não irão gostar muito.
Achei interessante uma dificuldade apresentada pelo protagonista principal do filme. Segundo ele os primeiros níveis/fases dos games eram mais fáceis devido a previsibilidade de padrões recorrentes nas ações dos oponentes digitais. Ele reconhecia e ia memorizando os padrões da máquina. A medida que os níveis iam subindo, nas últimas fases do jogo as coisas iam ficando mais difíceis pelo fato de os inimigos se tornarem imprevisíveis, de as reações dos antagonistas se tornarem aleatórias fugindo aos padrões. Então um guri (seu provável futuro enteado) dá a dica : Imagine que o inimigo vai reagir como você, se você estivesse sendo atacado. Ou seja, nós últimos níveis deveria se jogar levando-se em conta uma equalização homem-máquina, a subjetividade baseada no livre-arbítrio contra um simulacro reativo de algorítimos em expansão ao infinito.  Se você já jogou xadrez contra o computador deve ter achado em alguns momentos que o bicho tava realmente vivo não é verdade?



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Mas por falar nesta dicotomia virtual versus real, pixels versus átomos recordei-me de um filme em que ocorre meio que quase o inverso da premissa subjacente no roteiro deste dois filmes mencionados. Tanto em Guerreiro Estelar como em Pixels é como se os jogos tivessem saído do domínio virtual e vindo para o mundo corpóreo. Em um filme também da década de 80 do século passado ocorre uma inversão, são os protagonistas que saem do mundo real e adentram o mundo virtual. O Filme é TRON, Uma Odisseia Eletrônica. Filme fascinante, principalmente o mais antigo ( fizeram remake).


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Êhh década de 80 saudosa, até hoje ecoa! 

Estou meio que fugindo do assunto mas...

Percorri-a (a década de 80) dos 5 aos 15 anos, será que estou padecendo do Complexo do Paraíso Perdido ou este anos foram realmente uma época fértil, culturalmente criativa e dotados de uma áurea mágica especial?

Até mais...

terça-feira, 21 de julho de 2015

A FUNDAÇÃO IDIOTA-GRUPAL SOCIAL

Há cinco anos atrás escrevi um pequeno texto por aqui (A base imbecil-coletiva da pirâmide) que tentava mostrar um padrão recorrente concernente a umas criaturinhas pequenas, geralmente feias, lerdas, burras, porém trabalhadoras, laboriosas, industriosas, pertinentes a cavernas ou florestas, criaturinhas estas que apareciam nas culturas mitológicas antigas e frequentemente aparecem na cultura popular midiática hodierna. Embora sejam seres mitológicos, estes elementais representariam uma forma de reconhecimento (Aventei a hipótese) que a coletividade social faz de suas castas mais baixas. Eu não tenho nome para esta autoprojeção cultural de partes da sociedade para ela mesma como um todo, nem vou procurar uma denominação, agora, eu acho, talvez. O motivo então de eu postar novamente algo relacionado ao assunto é que ao me enveredar em águas orientais, em regiões culturais pertencentes ao budismo eu topei novamente com a recorrência. E assim en passant, vou deixar registrado aqui...


A fórmula é : um grupo padronizado, uniformizado, meios retardados mentais, mas trabalhadores. Que refletiriam as castas, estamentos, classes sociais mais baixas... Tal qual se explana no livro de Aldous Huxley, O Admirável Mundo Novo, onde o grupo na base da pirâmide social, que são responsáveis pelos trabalhos braçais são  "Os Semi-aleijões Ypsilon-menos, dos grupos gêmeos Bokanowiski, imbecis, felizes e dedicados."(#)





Sim, Então outro dia, enquanto me encontrava lendo umas escrituras budistas (os suttas), apareceu novamente a recorrência semi-arquétipa. Eram os tais de Yakkhas ou Yakshas que é  "o nome de uma ampla classe de espíritos da natureza, geralmente benevolentes, que são responsáveis ​​pela manutenção dos tesouros naturais escondidos na terra e das raízes das árvores."  São os sete anões, trolls e gnomos, smurfs daquela região oriental





É isso, (KKKKK!).

Registre-se...
Deus Vulcano, feio e trabalhador...
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Ps: Levei os guris ontem para assistir o filme dos Minions. O sonho da vida deles (dos minions), seu anseio, desejo, anelos mais profundos era... encontrar um vilão para serem capachos dele. Que coisa mais deprimente...
Os outros "servos-escravos-paus mandados" pelo menos obedecem "patrões-senhores-amos" bons como é o exemplo dos duendes que são os ajudantes do Papai Noel.

É um negócio masoquista ficar repetindo o mantrinha: Chefinho, chefinho, chefinho... Af! (KKKKK)



Até....